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Militares golpistas podem perder direito à cela especial se condenados no STM

Condenação de militares pelo golpe pode levar à perda de posto, salário e acesso à sala de Estado Maior, com pensão à família em debate

Walter Braga Netto e Jair Bolsonaro. Foto: Evaristo Sá/AFP
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  • O Superior Tribunal Militar prepara o julgamento da perda de posto e patente de militares condenados por tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal.
  • Se os ministros ampliarem a indignidade, eles perdem o direito de cumprir pena em uma sala de Estado Maior, instalada sem grades em unidade militar.
  • Com a perda de posto e patente, o salário é desligado, mas a família pode ter direito a pensão, segundo o tema da morte ficta, ainda em discussão no Tribunal de Contas da União.
  • Também há possibilidade de perder honrarias, não poder retornar às Forças Armadas e enfrentar efeitos civis e políticos, como impactos em direitos e imagem institucional.
  • Condenados e seus locais de cumprimento de pena: Jair Bolsonaro, 27 anos e três meses; Augusto Heleno, 21 anos em regime domiciliar; Paulo Sérgio Nogueira, 19 anos; Almir Garnier, 24 anos; Walter Braga Netto, 19 anos.

O Superior Tribunal Militar (STM) se aproxima do julgamento que pode descaracterizar a condição de militares condenados por tentativa de golpe de Estado. A ação envolve ex-presidente Jair Bolsonaro e oficiais de alta patente, incluindo Almir Garnier e os generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. A pauta é a perda de posto e patente.

Caso os ministros reconheçam a indignidade, os condenados perdem o direito a cumprir pena em sala de Estado Maior, uma unidade sem grades destinada a oficiais. A defesa sustenta que a prerrogativa decorre da função, não da biografia ou do posto anterior. Não há, na prática, exceção prevista.

Segundo o advogado Berlinque Cantelmo, a regra é clara: a pena em condições diferenciadas depende da condição funcional na ativa ou na reserva. Mesmo com pressão pública, não haveria fundamento jurídico para manter a cela especial. A decisão do STM pode redefinir esse aspecto da punição.

Outras sanções

Com a perda de posto, o militar deixa de receber salário. A família, contudo, pode ter direito à pensão prevista pelo instituto da morte ficta, antes contestada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A decisão do STM segue para definição final.

Cantelmo aponta ainda que a perda de honrarias e a impossibilidade de retornar às Forças Armadas também integram o conjunto de sanções. Existem impactos indiretos sobre direitos políticos, cargos públicos e a imagem institucional.

Onde os militares estão presos

  • Jair Bolsonaro: pena de 27 anos e 3 meses, na Papudinha, Brasília.
  • Augusto Heleno: pena de 21 anos, regime domiciliar, Brasília.
  • Paulo Sérgio Nogueira: 19 anos, no Comando Militar do Planalto, Brasília.
  • Almir Garnier: 24 anos, na Estação Rádio da Marinha, Brasília.
  • Walter Braga Netto: 19 anos, na Vila Militar Deodoro, Rio de Janeiro.

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