- Keir Starmer pediu que Mandelson seja retirado da Câmara dos Lordes; Ed Davey, líder do Lib Dem, afirma que pode ser aprovado hoje um “projeto muito curto” para remover o título e cobrar uma apuração pública.
- Harriet Harman, ex-líder adjunta do Partido Trabalhista, também defende que Mandelson seja afastado do conselho privy e cobra ações sobre o caso.
- A Times publicou uma entrevista extensa com Mandelson, realizada em Wiltshire, que traz uma visão dele chances de arrependimento ausentes, mesmo após novas revelações sobre sua ligação com Jeffrey Epstein.
- Mandelson deixou o Partido Trabalhista, mas afirmou, em conversa publicada, a possibilidade de contribuir futuramente para a vida pública, gerando controvérsia sobre o episódio.
- A assessora de Saúde, Karin Smyth, afirmou que Mandelson ainda não entende o que fez de errado e relatou troca de emails chocantes, enquanto a agenda do dia envolve pautas no Parlamento e reuniões do governo.
O ministro da Saúde, Karin Smyth, classificou a entrevista de Peter Mandelson como vergonhosa, afirmando que isso envergonha a política. A entrevista gerou críticas sobre ligações de Mandelson com Jeffrey Epstein e levou a pedidos de apuração pública.
Neste contexto, Keir Starmer foi pressionado a extrair Mandelson da Câmara dos Lordes, mas houve também pedidos para que o Parlamento aprove lei que retire o título de nobre do peer. Ed Davey, líder do Lib Dem, sugeriu um projeto de lei breve para agir hoje mesmo.
A investigação também ganhou contornos com a imprensa citando a possibilidade de um inquérito criminal, à luz de novas evidências. Harriet Harman, ex-líder adjunta do Labour, reivindicou a expulsão de Mandelson do conselho privado.
Declarações de Mandelson e repercussões
O Times publicou uma longa entrevista com Mandelson, conduzida por Katy Balls, em que o peer não demonstrou contrição. A conversa foi feita em Wiltshire, após o retorno dele à residência pública, com atualizações sobre as revelações de setembro envolvendo Epstein.
Segundo a reportagem, Mandelson manteve posições que não se desculparam claramente pelos vínculos discutidos. Parte da entrevista ocorreu antes de domingo, com novas falas surgindo após a divulgação de documentos adicionais.
No domingo, Mandelson comunicou a renúncia da filiação ao Labour, porém indicou interesse em contribuir futuramente para a vida pública. O tom utilizado na entrevista gerou críticas entre aliados e opositores.
Agenda do dia e próximos passos
Karin Smyth participou de entrevistas na manhã de quinta-feira para comentar o artigo do Times, dizendo que Mandelson parece não compreender a gravidade das acusações. Ela enfatizou o impacto emocional do conteúdo nas pessoas envolvidas.
A agenda parlamentar traçada para o dia incluiu sessão da manhã com a condução de Keir Starmer no gabinete, perguntas sobre justiça na Câmara, e debates sobre benefícios sociais. Por fim, atividades nulares marcaram o período da tarde.
Números de participação e debates estavam previstos para seguir com a discussão sobre políticas públicas, incluindo limites de filhos para benefícios e propostas de educação. Observadores monitoram desdobramentos legais e políticos da semana.
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