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MPM requer ao STM a perda de patentes de Bolsonaro e de outros militares

MPM encaminha ao Superior Tribunal Militar demanda pela perda de posto e patente de Bolsonaro e demais militares condenados pela trama golpista

Bolsonaro em formatura e diplomação de militares, no Rio de Janeiro.
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  • O Ministério Público Militar pediu ao Superior Tribunal Militar a perda de posto e patente de Jair Bolsonaro e de militares condenados por tentativa de golpe de Estado.
  • A avaliação no STM será apenas sobre a dignidade do oficialato, não sobre as condenações do Supremo Tribunal Federal.
  • O Ministério Público Militar encaminhou a representação, os relatos serão distribuídos aos relatores e a presidente Maria Elizabeth Rocha marcará a data do julgamento. Não há prazo definido para os argumentos.
  • Relatores designados: Bolsonaro tem Carlos de Aquino; Garnier, Verônica Sterman; Heleno, Celso Nazareth; Nogueira, José Barroso Filho; Braga Netto, Flavio Barbosa.
  • A perda de posto e patente é prevista na Constituição; pode levar à suspensão de salário, inelegibilidade por oito anos e perda de condecorações, entre outros impactos.

O Ministério Público Militar pediu ao Superior Tribunal Militar (STM) a perda de posto e patente de militares condenados por tentativa de golpe de Estado. A medida vale para Jair Bolsonaro, Almir Garnier e os generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. A decisão caberá aos ministros do STM.

O pedido foi feito nesta terça-feira, 3, e mira a decisão sobre dignidade do oficialato. O STM não reavalia a condenação no STF, apenas julga se os militares ainda são dignos de manter as patentes que carregam.

O Ministério Público Militar encaminhou a representação após despacho do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou encaminhar o caso para avaliações no STM. A época da remessa foi anunciada em novembro do ano anterior.

Sobre o andamento no STM

As ações serão distribuídas aos relatores, que apresentarão seus votos. Em seguida, a presidente da Corte, a ministra Maria Elizabeth Rocha, definirá datas para o julgamento.

Os relatos não têm prazo fixo para protocolo de argumentos. A presidente do STM afirmou que não pretende atrasar o processo e que o julgamento será agendado conforme a documentação chegar.

Relatores de cada ação

  • Almir Garnier: Verônica Sterman (relatoria) e Guido Amin Naves (revisão)
  • Jair Bolsonaro: Carlos de Aquino (relatoria) e Verônica Sterman (revisão)
  • Paulo Sérgio Nogueira: José Barroso Filho (relatoria) e Flavio Barbosa (revisão)
  • Augusto Heleno: Celso Nazareth (relatoria) e Péricles de Queiroz (revisão)
  • Walter Braga Netto: Flavio Barbosa (relatoria) e Artur Vidigal de Oliveira (revisão)

Contexto constitucional

A perda de posto e patente está prevista na Constituição Federal como sanção para oficiais condenados pela Justiça comum ou militar a pena superior a dois anos. Se declarados indignos, os militares perdem salário e status de oficial, com direito a pensão para a família. A inelegibilidade por oito anos e a perda de condecorações também são efeitos previstos.

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