- Em março, eleição estadual em Austrália do Sul testará o crescimento de apoio ao One Nation, que promete disputar todos os lugares e tem Cory Bernardi entre os ex-Liberais no Laboratório da sigla.
- Pauline Hanson e Bernardi foram recebidos com entusiasmo em Adelaída, em meio a sondagens que apontam ganhos para o grupo, mesmo com o contexto de crise interna no espectro liberal-conservador.
- No papel, a disputa pode favorecer o governo do premiê Peter Malinauskas, com pesquisas de setembro apontando vantagem de referência para o Partido Trabalhista na comparação de segunda posição.
- A meta de Bernardi é expandir a bancada da casa legislativa e, se possível, chegar à oposição oficial do estado; há expectativa de candidatura de nomes conservadores em várias cadeiras.
- O pleito também traz incertezas, incluindo candidaturas de ex-Liberais e a aproximação de temas como aborto, imigração e multicuturalismo, além de uma reação negativa de parte do público após perguntas sobre voos de uma bilionária.
One Nation afirma que vai disputar todos os assentos no Sa, com o pleito de março colocando à prova o crescimento do apoio ao partido de Pauline Hanson. Cory Bernardi, ex-Liberal e atual comentarista da Sky News, tornou-se a mais recente adesão ao ticket no estado.
Em Adelaide, na terça-feira, a multidão vestida com camisetas laranja de One Nation agitava bandeiras australianas e gritava palavras de apoio, apontando expectativa de vitória. O evento ocorreu em meio ao clima de campanha para as eleições estaduais.
A campanha em South Australia ascende num momento em que o crescimento de One Nation se vincula à instabilidade da coalizão federal. O cenário nacional ainda é visto com ceticismo por parte de observadores.
O estado marca a primeira avaliação expressiva do partido desde o impulso registrado em pesquisas federais, que apontam força maior em Queensland do que em SA. A Assembleia tem 11 cadeiras na segunda casa, com o foco mais intenso no confronto majoritário.
Entre os candidatos, Bernardi lidera o impulso para uma atuação firme na oposição, ao lado de Hanson, que busca ampliar presença parlamentar. O objetivo é consolidar uma bancada relevante tanto na Câmara Baixa quanto na Upper House.
No espectro de alianças locais, ex-liberais aparecem em diferentes frentes, incluindo o Australian Family Party e a National Party, contribuindo para um cenário de disputas acirradas entre forças conservadoras e trabalhistas.
O pleito também traz incertezas sobre o comportamento do eleitor às vésperas da votação, com parte do eleitorado demonstrando receio sobre marcar o voto em One Nation, apesar do apoio recente de parte da base. A atuação de candidatos e a percepção pública devem influenciar as decisões nas urnas.
Candidatos e estratégias
Bernardi afirma que o partido pretende colocar candidatos competitivos em várias vagas, com a meta de consolidar a oposição na instituição. A expectativa é que a legenda tenha força suficiente para influenciar o debate público, mesmo sem alcançar a maioria.
Bob Day, ex-liberal, concorre no Australian Family Party em ambas as casas, enquanto Rikki Lambert, ligada a Day, concorre para a Nationals. Jing Lee, que deixou os Liberais, participa como independente, ampliando o leque de cenários eleitorais no estado.
As eleições de março são observadas como um teste crucial para One Nation no sul da Austrália, onde a situação do Liberalismo enfrenta pontos de fragilidade e onde a força do Labor permanece alta segundo pesquisas anteriores.
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