- A Polícia Metropolitana de Londres abriu investigação contra Peter Mandelson por possível abuso de poder público, após alegações de vazamento de informações sensíveis a Jeffrey Epstein.
- O governo britânico enviou material à polícia para apurar se Mandelson vazou informações a Epstein durante a crise financeira.
- As informações apontam que, em 2009, Mandelson encaminhou a Epstein um memorando sobre possíveis venda de ativos no Reino Unido e, em 2010, deu adiantamento de quinhentos bilhões de euros de socorro da União Europeia.
- Mandelson, de setenta e dois anos, foi demitido do cargo de embaixador e, após novas revelações, comunicou sua saída do Parlamento. O governo afirmou que está disposto a cooperar com a polícia.
- Separadamente, a Thames Valley Police revisa uma nova alegação contra o ex-príncipe Andrew; investigações sobre pagamentos alegados a Mandelson e seu marido também foram mencionadas.
The Metropolitan Police de Londres abriu uma investigação sobre Peter Mandelson, ex-embaixador britânico nos EUA, por possível conduta imprópria no serviço público, após alegações de que ele repassou informações sensíveis a Jeffrey Epstein. A apuração foi anunciada após encaminhamento do governo britânico.
O material entregue pelo governo à polícia envolve supostos vazamentos de informações durante o período da crise financeira, segundo relatos. A polícia afirmou que irá avaliar todas as informações relevantes recebidas durante as apurações.
A reação do governo foi rápida. O premiê Keir Starmer disse que as acusações contra Mandelson são gravíssimas e que o episódio exige investigação completa. Mandelson já informou que se retirará da Câmara dos Lordes.
Ainda na investigação, a polícia de Thames Valley disse revisar uma nova denúncia envolvendo o príncipe Andrew, sem confirmar desdobramentos. O foco inicial permanece em Mandelson e nas possíveis ligações com Epstein.
Segundo reportagens, em 2009 Mandelson teria enviado a Epstein um memorando para Brown com propostas de venda de ativos e mudanças tributárias, e em 2010 teria informado Epstein com antecedência sobre um socorro financeiro da União Europeia no valor de 500 bilhões de euros.
Mandelson, de 72 anos, foi afastado como embaixador em setembro, meses depois de retornar ao cargo, após evidências de manter proximidade com Epstein por mais tempo do que admitido. Em mensagens, ele sugeriu apoio a Epstein em questões legais anteriores.
O governo disse estar disponível para apoiar a polícia no andamento das investigações. O material indica também que, após novas divulgações, Mandelson deixou o Partido Trabalhista para evitar constrangimentos adicionais.
A imprensa britânica comunicou que a polícia pode ouvir Mandelson e coletar depoimentos de figuras do Partido Trabalhista, incluindo antigos primeiros-ministros. Não há conclusão sobre o desfecho da apuração neste momento.
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