- O presidente da Guiné, Mamady Doumbouya, que chegou ao poder em golpe e tomou posse para um mandato de sete anos no mês passado, manteve o ministro das minas, Bouna Sylla.
- O decreto também nomeou Mariama Cire Sylla para liderar o Ministério da Economia, Finanças e Orçamento.
- Ibrahima Sory Tounkara foi indicado para o Ministério da Justiça.
- General Ahmed Mohamed Diallo passa a chefiar o Ministério da Segurança e Proteção Civil.
- Doumbouya confirmou Amadou Oury Bah no cargo de primeiro-ministro, e o decreto foi lido na televisão estatal na segunda-feira à noite.
Guinea mantém ministra de minas no governo pós-eleição e anuncia mudanças em demais pastas. O anúncio foi divulgado na noite de segunda-feira pela televisão estatal, em Conakry, com objetivo de consolidar o governo após a eleição presidencial de fim de 2024. O decreto confirma a continuidade de Bouna Sylla no Ministério de Minas, cargo que ocupa desde 2024.
O presidente Mamady Doumbouya, que chegou ao poder em um golpe e tomou posse para um mandato de sete anos no mês passado, lidera o país desde 2021. O chefe de Estado prometeu manter uma composição que apoie a transição para governo civil, agora com alterações nos ministérios de Finanças, Justiça e Segurança.
A guinense possui as maiores reservas de bauxita do mundo e uma grande reserva de ferro em Simandou, alvo de projeto exploratório em curso. A economia segue dependente de mineração, tema central para o governo após a eleição.
Mudanças no governo
Mariama Cire Sylla, ex-representante do Banco Mundial no país, deixa a pasta da Agricultura e assume a Economia, Finanças e Orçamento. Ela passa a chefiar a área responsável por políticas econômicas, tributárias e de gestão de recursos.
Ibrahima Sory Tounkara, que atuava como juiz em um julgamento envolvendo a chacina de 2009 no estádio, foi nomeado ministro da Justiça. A designação amplia o foco em reformas judiciais anunciadas pelo governo.
General Ahmed Mohamed Diallo foi nomeado ministro da Segurança e da Proteção Civil. A pasta ganhou ênfase em planejamento de segurança interna e resposta a emergências.
Bouna Sylla, que ocupava o cargo de ministro de Minas desde 2024, foi mantido na função. A decisão completa o redesenho ministerial anunciando pelo decreto presidencial.
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