- Tulsi Gabbard, diretora de inteligência, está conduzindo sua própria revisão sobre a eleição de 2020 com a aprovação de Donald Trump, separada da investigação do Departamento de Justiça, e esteve presente em uma operação do FBI em um centro de eleições em Fulton County, Geórgia.
- A presença de Gabbard na operação provocou críticas de democratas e de ex-funcionários de inteligência, que questionaram por que a chefe de inteligência would participar de uma ação policial.
- A revisão da ODNI foca em vulnerabilidades de máquinas de votação e na possibilidade de interferência estrangeira; Gabbard tem informado Trump e assessores próximos periodicamente.
- A ação no local foi conduzida pelo FBI, sob supervisão de Andrew Bailey, e autorizada por mandado de busca que citou possíveis violações de leis federais sobre preservação de registros eleitorais e obtenção de votos ou cadastros.
- Parlamentares democratas da Geórgia enviaram uma carta ao procurador-geral questionando a presença de Gabbard na operação e pedindo esclarecimentos sobre a possível ligação com uma investigação de natureza estrangeira.
Tulsi Gabbard, diretora de inteligência nacional, conduz sua própria avaliação sobre a eleição de 2020 com a aprovação de Donald Trump, operando de forma paralela à investigação do Departamento de Justiça. Ela participou, ao lado de uma ação da FBI, de uma busca em um centro eleitoral na Geórgia na semana passada.
Gabbard tem atuado com foco na integridade eleitoral, mantendo participação regular em briefings com Trump e assessores da Casa Branca. A presença da funcionária em campo gerou críticas entre democratas e antigos responsáveis de inteligência.
A operação em Fulton County, realizada na última quarta-feira, foi coordenada pelo vice-diretor da FBI, Andrew Bailey, indicado por Trump para acompanhar a ação. O mandado autorizou a apreensão de dados eleitorais, votos físicos de 2020, fitas de apuração e rolos de registro de eleitores daquele ano.
O alvo da apuração criminal não ficou imediatamente claro. Autoridades do DOJ e da própria FBI não comentaram o caso para a imprensa. O episódio ocorre em meio ao foco contínuo de Trump nas acusações sobre a eleição de 2020.
Continuidade da investigação ODNI e papel de Gabbard
A avaliação do ODNI, liderada por Gabbard, permanece sob responsabilidade de avaliar vulnerabilidades de sistemas de votação e possíveis interferências estrangeiras. A diretoria tem mantido Gabbard informando Trump e assessores, em ciclos quinzenais.
O ODNI não deve ter acesso direto às evidências do inquérito criminal. A reportagem aponta que a revisão busca entender riscos em máquinas de votar sem entrar em detalhes de Fulton County. O trabalho ocorre dentro do mandato da ODNI, expandido por decretos presidenciais.
A assessora de imprensa do DNI reiterou que o escritório atua para assegurar a integridade das eleições, dentro de suas atribuições legais. A nota final ressaltou a cooperação com parceiros interagências.
Desdobramentos políticos e reações
Geórgia, membros democratas do estado e representantes enviaram carta à AG Pam Bondi questionando a presença de Gabbard na operação. O documento solicita avaliação sobre eventual ligação com uma possível rede de inteligência estrangeira.
Entre os desdobramentos, Trump mantém o foco na eleição de 2020, enquanto a investigação continua em paralelo ao review da ODNI. A imprensa também trouxe informações sobre eventuais contatos entre Gabbard e agentes do FBI durante a ação.
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