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Unidades paramilitares do ICE e CBP no centro dos assassinatos em Minnesota

Unidades táticas do ICE e da CBP, com perfil militar, em Minnesota, estão ligadas a tiroteios que resultaram em mortes de civis e levantam debate sobre uso de força

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  • Agentes do ICE SRT e do CBP SRT, além do BORTAC, estiveram envolvidos nos tiroteios em Minneapolis que resultaram na morte de cidadãos dos EUA; os casos citados envolvem Renee Good e Alex Pretti, com a atuação sendo associada a unidades táticas fortemente militarizadas.
  • Essas unidades operam como forças especiais, não como polícia local, com táticas que lembram cenários de guerra, e têm ganho destaque em Minnesota, no sul da Califórnia e em Illinois.
  • Mudanças na liderança ocorreram: Gregory Bovino foi realocado para a Califórnia e Tom Homan assumiu a direção das operações em Minnesota, prometendo ações de “cumprimento seletivo” enquanto pressiona cooperação local com autoridades de imigração.
  • Relatos apontam que, em alguns casos, operações passam a ocorrer sem mandados judiciais, além de diretrizes de operações de unidades táticas terem sido objetos de vazamentos e debates sobre limites legais.
  • Processos civis e dúvidas sobre responsabilização têm acompanhado as ações das equipes SRT e BORTAC, com questionamentos sobre treinamento, uso da força e o alcance de suas operações em situações de protesto e de deportação.

O Depoimento de Minnesota gira em torno de agentes de operações táticas do DHS que atuam para além das funções policiais locais. Dois agentes ligados a mortes de cidadãos dos EUA em Minneapolis foram identificados como parte de unidades militarizadas de ICE e CBP, cujos métodos extremados costumam ocorrer em zonas de guerra. A divulgação aponta para atuação de equipes SRT de ICE, SRT de CBP e BORTAC em operações que extrapolam o padrão policial urbano.

Entre os episódios mais graves, está a morte de Renee Good, em 7 de janeiro, por um agente do ICE SRT identificado como Jonathan Ross. Em outro caso, Raymundo Gutierrez, do CBP SRT, é apontado pela ProPublica como um dos dois agentes que alvejaram Alex Pretti. Os episódios intensificam questionamentos sobre o uso de táticas paramilitares em operações de imigração.

No núcleo da operação em Minnesota, agências como ICE e CBP mantêm dezenas de agentes treinados em formato de forças especiais. O conjunto inclui SRTs da ICE, um SRT da CBP e a unidade BORTAC da Border Patrol, cuja atuação é descrita como similar à de forças especiais em zonas de conflito.

As mudanças de estratégia vêm acompanhadas de debates sobre o uso de força, prerrogativas de busca e detenção. Reportagens indicam que cartas de licença de busca com crivo judicial podem não ser mais necessárias em algumas ações, conforme materiais internos mencionados por veículos de imprensa e divulgados em fontes oficiais.

A repartição de comando para Minnesota também sofreu alterações. Gregory Bovino, responsável por operações de varredura da Border Patrol em várias cidades, foi reassumido a um posto anterior na Califórnia após críticas sobre o tom adotado em Minnesota. Tom Homan assumiu a liderança na região, anunciando foco em operações de fiscalização direcionada e pressão para cooperação entre estados e autoridades federais.

A atuação de SRT e BORTAC, consideradas unidades de operações especiais, tem sido tema de ações legais e de debates sobre a compatibilidade com políticas de de-escalonamento. Documentos e relatos apontam que as equipes operam em cenários de protestos e detenções, com alegações de abusos de direitos civis em múltiplas ações desde 2020.

No âmbito das diretrizes, as unidades vêm sendo associadas a mudanças de alcance, com relatos de operações sem necessidade de mandados judiciais em alguns casos, conforme divulgação de memorandos internos. Além disso, há relatos de que as equipes atuam em situações anteriormente restritas, como serviços de mandados de rotina.

Investigadores apontam que o perfil dos agentes envolve veteranos de operações especiais, com vínculos a setores de segurança locais e federais. A identidade de membros específicos nem sempre é verificável publicamente, devido a práticas de proteção de identidade em operações táticas.

Especialistas alertam para o risco de transformar operações de imigração em ações militares, destacando a necessidade de alinhamento com normas de uso de força e de comunicação com comunidades. Observadores ressaltam que o tratamento de situações urbanas exige métodos compatíveis com policiamento comunitário, priorizando a desescalada.

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