- A advogada do escritório do procurador-geral dos Estados Unidos no Minnesota, Julie Le, foi removida de seu cargo como advogada do ICE após ter dito “this job sucks” em audiência com o juiz federal, em referência às falhas do ICE em cumprir ordens judiciais.
- O juiz federal Jerry Blackwell determinou que Le e a assistente Ana Voss expliquem por que o DHS não cumpriu prazos para liberar cinco detidos, considerados por Blackwell como pessoas que nunca deveriam ter sido presas.
- Le afirmou que o sistema burocrático não entende a gravidade de uma ordem judicial e que, se não houver mudanças, pode pedir demissão para não deixar a corte sem alternativas.
- Ela contou ter se transferido, em cinco de janeiro, do ICE para o escritório do US attorney no Minnesota para lidar com o aumento de petições de habeas corpus, e que chegou a enviar a própria resignação após atuar em mais de oitenta e oito casos de imigração em menos de um mês.
- A audiência ocorre em meio a críticas à operação do ICE em Minnesota, que resultou na detenção de adultos e crianças sem antecedentes criminais, como o caso da criança de cinco anos retratada em foto viral; o ritmo de pessoal federal na região também foi tema de anúncio recente.
Uma advogada da ICE foi removida de uma designação operacional e passou a atuar no escritório do procurador-geral dos EUA no distrito de Minnesota. A mudança ocorreu após ela ter publicamente criticado o cargo durante uma sessão judicial.
Durante a audiência em St. Paul, Julie Le afirmou que o sistema enfrenta falhas e reconheceu que o cargo pode ser extremamente desgastante, citando a longa espera por mudanças. Seu depoimento ocorreu enquanto o tribunal avaliava o atraso na liberação de cinco detidos.
O juiz federal Jerry Blackwell ordenou que Le e a advogada Ana Voss, ambas do escritório do procurador dos EUA, comparecessem para explicar por que o DHS não cumpriu prazos de decisão sobre a libertação dos detidos. A ordem não foi considerada opcional.
Le também informou que transferiu-se para a equipe em Minnesota em 5 de janeiro para responder a um aumento de petições de habeas corpus. Ela havia apresentado renúncia após atuar em mais de 88 casos de imigração em menos de um mês, mas permaneceu no cargo por falta de substituto.
O caso ocorre em meio a forte escrutínio sobre as operações do ICE em Minnesota, incluindo a detenção de adultos e crianças sem antecedentes criminais. Um dos casos emblemáticos envolve Liam Ramos, um menino de cinco anos retratado em vídeo com o gorro de coelhinho.
Hoje, o chefe de políticas de fronteiras da Casa Branca informou que cerca de 700 agentes federais deixarão Minnesota, reduzindo o efectivo no estado para cerca de 2 mil. O número permanece acima dos níveis típicos anteriores à crise recente.
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