- Davi Alcolumbre afirmou que os três Poderes estão unidos, negando qualquer racha, durante assinatura de um pacto contra o feminicídio com Lula e Fachin.
- Foi a segunda vez na semana que ele prega harmonia, repetindo o discurso na abertura dos trabalhos do Congresso.
- O Planalto recebeu a declaração de forma positiva; na Câmara, parlamentares petistas desconfiam dos acenos de paz de Hugo Motta.
- O tom pacífico contrasta com o fim de 2025, quando Alcolumbre reclamou de não ter indicado Rodrigo Pacheco ao STF; Lula teria alinhado com Jorge Messias.
- O governo encerrou o ano com descontentamento com o Congresso, devido ao veto à dosimetria; oposição avalia derrubar o veto e há possibilidade de CPMI do Master reacender tensões.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), negou racha entre Legislativo, Executivo e Judiciário. Afirmou que as instituições estão unidas durante a assinatura de um pacto contra o feminicídio, com a presença do presidente Lula (PT) e do ministro Edson Fachin, do STF.
Foi a segunda vez na semana que ele pregou harmonia entre os Poderes. O discurso ocorreu no Planalto, durante o lançamento do pacto, após outra fala similar na abertura dos trabalhos do Congresso Nacional.
O Planalto recebeu com reservas a sinalização de acordo, entendida como positiva pela avaliação oficial. Na Câmara, porém, parlamentares petistas ficaram desconfiados de gestos de paz feitos por Hugo Motta (Republicanos-PB).
Na esteira do cenário de fim de ano, o governo encerrou 2025 com descontentamento pelo andamento de pautas. O veto de Lula a projeto de dosimetria, que reduziria pena de envolvidos no 8 de janeiro, segue em pauta no Congresso.
O governo também acompanha a indefinição sobre a indicação do nome para o STF, com possibilidades distintas para a vaga deixada por Pacheco. A oposição tem buscado articular a derrubada de veto de Lula, sinalizando provável embate institucional.
Pacto contra o feminicídio
Alcolumbre participou do lançamento do pacto que envolve Legislativo, Executivo e Judiciário. A proposta visa ampliar políticas de enfrentamento à violência de gênero e ampliar cooperação entre os Poderes.
Entre membros do STF, há críticas e questionamentos sobre investigações de emendas parlamentares, enquanto o Executivo cobra maior transparência na destinação de verbas. O Centrão e a direita avaliam impactos políticos dessas medidas.
Cenário político
No geral, o ambiente permanece de tensão moderada entre forças políticas. A oposição espera avanços que possam reverter veto presidencial. A expectativa é de que novas avaliações sobre emendas e indicação ao STF mantenham o foco em temas federados.
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