- O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) abriu fiscalização junto ao Tribunal de Contas da União sobre uma transição de cargos no IBGE, ligada ao cálculo do PIB.
- A mudança ocorreu pouco antes da divulgação dos números do PIB de 2025, segundo o pedido de fiscalização, com a exoneração de uma servidora ocorrendo um mês antes da divulgação.
- Sanderson afirma que as alterações coincidiriam com a divulgação dos resultados da economia no ano passado e teriam gerado demissões voluntárias.
- O deputado levanta preocupação com a politização do IBGE e aponta possível violação de princípios constitucionais, alegando impacto na credibilidade das estatísticas oficiais.
- O IBGE foi procurado para comentar o caso e ainda não havia se manifestado quando a reportagem foi publicada.
O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) apresentou um pedido de fiscalização ao Tribunal de Contas da União (TCU) sobre uma transição de cargos no IBGE. A mudança teria ocorrido em uma área responsável pelo cálculo do PIB, pouco antes da divulgação dos números de 2025.
Sanderson afirma que a data das alterações coincidiu com a divulgação dos resultados da economia no ano anterior. Ele cita a exoneração de uma servidora de peso, ocorrida um mês antes da divulgação, que teria provocado demissões voluntárias.
O parlamentar sustenta que a troca pode violar princípios constitucionais e abalar a credibilidade das estatísticas oficiais. Segundo ele, alterações abruptas no quadro de pessoal, especialmente em cargos de chefia, afetam a continuidade dos trabalhos.
A reportagem questionou o IBGE sobre o caso, e o órgão informou que permanece aberto para manifestações. O espaço segue disponível para pronunciamentos oficiais do instituto.
Ponto de controvérsia e contexto
Sanderson aponta risco de politização no IBGE. O deputado cita que o presidente do instituto seria um nome ligado a correntes radicais do PT, segundo a leitura dele, e classifica as mudanças como potencialmente impactantes para a confiabilidade dos dados.
Contexto institucional
O pedido foi encaminhado ao ministro Vital do Rêgo Filho, do TCU. O objetivo é que o tribunal avalie a regularidade das alterações no quadro de pessoal e a possível violação de normas administrativas. A defesa do IBGE não foi apresentada neste material.
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