- O ministro Flávio Dino autorizou acareação entre o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, e o deputado José Rocha, no inquérito sigiloso ligado à Operação Transparência.
- Rocha denunciou que Lira indicava as emendas vinculadas à Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, prática similar ao que ficou conhecido como orçamento secreto, considerado inconstitucional pelo STF em dois mil e vinte e dois.
- A Advocacia da Câmara informou ao STF que a operação da Polícia Federal utilizou informações inverídicas e que Rocha, na prática, também teria feito as indicações das emendas.
- O ex-presidente da Câmara não é investigado no inquérito. A assessoria de Lira disse que ele não vai se manifestar sobre o caso; Rocha não foi alvo de deliberação nesse sentido.
- Além de Rocha, foram ouvidos durante a investigação outros cinco parlamentares: Glauber Braga, Adriana Ventura, Fernando Marangoni, Dr. Francisco e o senador Cleitinho Azevedo.
O ministro do STF Flávio Dino autorizou a acareação entre o ex-presidente da Câmara Arthur Lira e o deputado José Rocha. Rocha denunciou suposta destinação irregular de emendas parlamentares. A decisão ocorreu em meio a um inquérito sigiloso que resultou na deflagração da Operação Transparência pela Polícia Federal no dia 12 de dezembro de 2025. A apuração envolve a ex-assessora de Lira, Mariangela Fialek.
Rocha, que chefiava a Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, afirmou que Lira indicava as emendas vinculadas à comissão, prática associada ao antigo “orçamento secreto”. Em 2022, o STF declarou esse modelo inconstitucional. Os elementos do inquérito variam entre denúncias de indicação de recursos e a forma de repasse.
A Advocacia da Câmara informou ao STF, em 17 de dezembro, que a PF teria baseado a investigação em informações incorretas, apontando que Rocha também teria feito indicações dos repasses. Diante de versões conflitantes, Dino autorizou a acareação entre as partes.
O ex-presidente da Câmara não é investigado no inquérito em questão. A Gazeta do Povo questionou a assessoria de Lira, que afirmou que o deputado não vai se manifestar publicamente sobre o caso. Rocha, por sua vez, disse estar à disposição para esclarecer tudo nos autos.
Em nota enviada ao portal g1, a equipe de Lira informou que ele soube da decisão de Dino pela imprensa e está à disposição para os esclarecimentos necessários. A defesa de Mariangela Fialek já havia afirmado, anteriormente, que ela organizava tecnicamente as emendas conforme decisão da Presidência da Câmara.
Na época, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu Mariangela, destacando sua competência técnica e o papel na rastreabilidade das emendas parlamentares. Motta ressaltou a importância do trabalho para melhoria da gestão pública.
Além de Rocha, outros cinco parlamentares foram ouvidos durante a investigação: Glauber Braga, Adriana Ventura, Fernando Marangoni, Dr. Francisco e o senador Cleitinho Azevedo. A Polícia Federal segue apuração para esclarecer as denúncias apresentadas.
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