Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

EUA recorre de decisão que poupou Google em caso antitruste

DOJ e estados recorrem de decisão que poupou Google, buscando venda do Chrome e mais restrições a contratos de busca

Governo dos EUA recorre de decisões em caso antitruste contra o Google (Getty Images)
0:00
Carregando...
0:00
  • O Departamento de Justiça dos EUA e um grupo de estados apresentaram recurso contra a sentença que poupou o Google de medidas mais duras no caso antitruste.
  • O recurso contesta a decisão que manteve o Google com contratos de busca e de IA como opções padrão, desde que renegociados anualmente, e rejeitou a venda do navegador Chrome.
  • A decisão também proibiu acordos que obriguem parceiros a adotar produtos do Google como padrão, ordenou o compartilhamento de dados de busca com concorrentes e ampliou o acesso de rivais a canais de distribuição.
  • A ação anterior, de agosto de 2024, concluiu que o Google monopolizou o mercado de buscas ao firmar contratos bilionários com Apple e Samsung, prejudicando a concorrência.
  • O processo foi encaminhado ao Tribunal de Apelações dos EUA para o Circuito de DC, com decisão esperada em cerca de um ano.

O Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) e um grupo de estados apresentaram nesta terça-feira, 3 de setembro de 2025, recurso contra a decisão que poupou o Google de medidas mais duras no processo antitruste sobre o monopólio de buscas. A sentença permitiu manter contratos que financiam parcerias, sem exigir a venda do navegador Chrome.

O juiz federal Amit Mehta, da Justiça Distrital de Washington, havia determinado medidas consideradas insuficientes para o governo. A decisão manteve o Google como parceiro de mecanismos de busca e de IA, desde que os contratos sejam renegociados anualmente, e rejeitou o pedido de venda do Chrome.

Na prática, Mehta também proibiu acordos que forcem parceiros a adotar produtos da empresa como padrão, determinou o compartilhamento de dados de busca com concorrentes e ampliou o acesso de rivais aos canais de distribuição. Essas últimas medidas decorrem da decisão de agosto de 2024, que apontou abusos de domínio envolvendo acordos com Apple e Samsung, com contratos superiores a US$ 20 bilhões por ano.

O segundo julgamento, realizado em 2025, definiu as medidas corretivas a serem impostas ao Google. No mês anterior, a companhia abriu recurso contra a sentença e pediu suspensão das obrigações enquanto o caso é analisado em instância superior. O recurso será julgado pelo Circuito de DC do Tribunal de Apelações dos EUA, responsável por casos envolvendo o governo federal.

Segundo dados dos Tribunais dos EUA, esse tipo de apelação costuma levar cerca de um ano para ter desfecho. O processo continua em andamento, com o objetivo de revisar as medidas impostas e a manutenção de restrições sobre o domínio de busca do Google.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais