- Lula enfrenta piora da avaliação no Sudeste, região que concentra quase metade do eleitorado brasileiro.
- Levantamento Genial/Quaest de janeiro mostra saldo negativo de dezesseis pontos, com 40% aprovando o governo e 56% desaprovando.
- O presidente busca montar palanques competitivos em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, fazendo de São Paulo a prioridade absoluta.
- Nomes como Flávio Bolsonaro e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, aparecem como possibilidades de apoio a palanque no estado; Haddad encara resistência para disputar São Paulo.
- Em Minas Gerais, a indefinição é maior, com nomes como Alexandre Kalil e Tadeu Leite em avaliação; no Rio, aliança com Eduardo Paes é considerada, mas com cautela devido à rejeição regional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta queda de apoio no Sudeste, área que concentra quase metade do eleitorado. Lula intensifica a atuação para estruturar palanques competitivos em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, buscando reduzir eventuais perdas.
A piora no Nordeste não é suficiente para evitar o impacto regional. Dados da Genial/Quaest mostram que, entre 8 e 11 de janeiro, o saldo entre aprovação e desaprovação caiu para 16 pontos no Sudeste, com 40% aprovando e 56% desaprovando.
A pesquisa entrevistou 2.004 pessoas no país, presencialmente, com margem de erro de dois pontos percentuais. O registro no TSE éBR-00835/2026.
Cenário em São Paulo
São Paulo é prioridade para Lula, dada sua importância eleitoral. Além de Tarcísio de Freitas (Republicanos), a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é citada como possível ao lado do apoio do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
O chefe da Fazenda, Fernando Haddad, é pressionado a disputar o governo paulista, embora tenha resistido no passado. Haddad assume que gostaria de participar da campanha, mas a decisão depende de acordo interno.
Perspectivas em Minas Gerais
Em Minas, a indefinição é maior. A cúpula petista já sinalizou nomes como Alexandre Kalil (PDT) e Tadeu Leite (MDB) para o governo, com discutir um Senado envolvendo Kalil e Marília Campos (PT).
Lula já indicou Pacheco como nome preferido para o governo mineiro, mas o pleito enfrenta resistência de ministros e a possibilidade de reeleição de outros aliados. A distância entre as prioridades estaduais e nacionais complica o equilíbrio.
Rio de Janeiro e o apoio de Paes
No Rio, a aliança com o prefeito Eduardo Paes (PSD) é considerada provável, porém contida. Gestos do prefeito à direita e críticas internas ao governo criam cautela entre petistas, que avaliam o efeito da desaprovação local na campanha.
A possibilidade de troca no governo fluminense persiste, já que Cláudio Castro pode disputar o Senado. A Assembleia deverá escolher um mandato tampão, o que pode redesenhar alianças para 2026.
Relevância da rejeição no Sudeste
Analistas destacam que a rejeição pode moldar as alianças no Sudeste, até em cenários de vitória no Nordeste. Especialistas afirmam que reduzir derrotas regionais é crucial para o tamanho da coalizão necessária em 2026.
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