- O ministro do STF, Alexandre de Moraes, disse que parte da mídia ajuda agressores da Corte durante julgamento sobre regras de uso de redes sociais por magistrados.
- Moraes afirmou que há quem tente prejudicar o STF ao alegar que a Corte autorizou magistrados a julgar casos envolvendo familiares.
- Um levantamento do portal UOL apontou que parentes de ministros atuaram em 1.921 processos no STF e no STJ.
- Também foi mencionada investigação sobre o Banco Master, com relatório de que o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, fechou acordo de 129 milhões de reais para representar o banco de Daniel Vorcaro.
- Moraes rebateu as acusações, disse que juízes não podem atuar em casos defendidos por familiares e acusou parte da imprensa de agir de má-fé ao demonizar palestras de ministros.
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, afirmou nesta quarta-feira que parte da imprensa tem ajudado agressores da Corte. A declaração ocorreu durante o julgamento de ações que questionam trechos da resolução do CNJ sobre o uso de redes sociais por magistrados.
Moraes mencionou que muitos desejam prejudicar o STF ao alegar que a Corte autorizou magistrados a julgar causas envolvendo parentes. Segundo ele, juízes não podem atuar em casos com familiares, e a magistratura possui inúmeras vedações.
Dados do portal UOL indicam que parentes de ministros já atuaram em cerca de 1.921 processos no STF e no STJ, entre filhos, cônjuges e irmãos, ainda que parte atuasse antes da posse. A apuração é objeto de controvérsia.
O ministro também comentou investigações sobre o Banco Master, citando que o escritório da esposa dele, Viviane Barci de Moraes, teria fechado acordo de 129 milhões para representar o banco de Daniel Vorcaro. Moraes pediu diferenciar fatos de acusações.
Moraes reforçou que juízes não podem atuar em casos defendidos por familiares e acusou a imprensa de agir de má-fé ao demonizar palestras de ministros. Segundo ele, a legislação permite remuneração por palestras e participação acionária, desde que não haja conflito de poderes.
Ele afirmou ainda que a crítica ao Judiciário se intensifica quando há divulgação de palestras, e que a magistratura não se resume a aula ou magistério, questionando a linha de ataque presente em parte da mídia.
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