Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

MP Militar cita descaso com ética básica ao pedir expulsão de Bolsonaro

MP Militar aponta oito condutas que configuram descaso ético para pedir expulsão de Bolsonaro do posto e da patente ao STM

O Ministério Público Militar pediu a expulsão das forças armadas de Jair Bolsonaro
0:00
Carregando...
0:00
  • Ministério Público Militar elenca oito condutas que apontam descaso de Bolsonaro com preceitos éticos básicos do Estatuto dos Militares, para pedir a perda do posto e da patente.
  • A ação decorre da condenação do ex-presidente e aliados pelo STF na trama golpista; Bolsonaro cumpre 27 anos e 3 meses de prisão por golpes contra a democracia.
  • A Constituição prevê indignidade para o oficial condenado com pena superior a dois anos e decisão transitada em julgado, o que resulta na perda de posto e patente.
  • Entre as transgressões apontadas estão violação de probidade, respeito à dignidade humana, cumprimento das leis e de ordens, zelo pela conduta moral, camaradagem, discrição na linguagem, acatamento às autoridades civis e dever cívico.
  • O MPM afirma que, pela prática dessas condutas e pela condenação, Bolsonaro seria indigno para o oficialato e requer a expulsão do capitão reformado do Exército.

O Ministério Público Militar pediu ao Superior Tribunal Militar a perda do posto e da patente do ex-presidente Jair Bolsonaro, capitão reformado do Exército, com base em oito condutas consideradas descasos éticos. A solicitação decorre da condenação do STF, que apontou Bolsonaro como líder de uma organização criminosa com atuação para manter o poder após as eleições de 2022.

Segundo o MP, as condutas indicam violação aos preceitos éticos básicos exigidos aos militares, incluindo conduta ilibada, respeito à dignidade humana, cumprimento das leis e das ordens das autoridades competentes, além do zelo pela moral pública. A Procuradoria sustenta que as ações ocorreram valendo-se de estruturas do Estado para atingir objetivos inconstitucionais.

O pedido foi apresentado ao STM no contexto da condenação de Bolsonaro pelo STF na chamada trama golpista, que também envolve aliados. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por crimes como golpes de estado, organização criminosa e violação do Estado Democrático de Direito.

O que está em jogo

O MPM afirma que a conduta de Bolsonaro representou desrespeito ao funcionamento regular dos Poderes Constitucionais e ao governo democraticamente eleito. A defesa do Ministério Público sustenta que o caso é inédito, por tratar da expulsão de um militar por crime contra a democracia.

Condutas listadas

Entre as condutas, o MP cita violação do dever de probidade, conduta ilibada na vida pública e uso da estrutura estatal para objetivos inconstitucionais. A organização liderada seria responsável por ataques a militares que não apoiavam o movimento golpista e por discursos de ódio em reuniões e comunicações.

Base constitucional

A Constituição prevê a indignidade para o oficialato como punição a condenação com pena superior a dois anos, com trânsito em julgado. A perda de posto e patente seria a consequência para o caso em questão, segundo a defesa do Ministério Público Militar.

Justiça e prazos

O Ministério Público Militar aponta que o caso envolve o ineditismo de discutir a expulsão por crime contra a democracia. O STM deverá analisar se Bolsonaro permanece adequado ao oficialato das Forças Armadas, diante das condenações registradas pelo STF.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais