Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

MP propõe regras para combater fraudes em cotas nas eleições

MP propõe limitar em até cinco por cento o uso de recursos de cotas femininas para segurança privada e criar comissões de heteroidentificação para cotas negras e indígenas no TSE

Urna eletrônica. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
0:00
Carregando...
0:00
  • O Ministério Público Eleitoral propôs ao Tribunal Superior Eleitoral regras para evitar fraudes nas cotas de gênero e ampliar a eficácia das cotas para pretos, pardos e indígenas.
  • Uma inovação é permitir que recursos públicos de campanha sejam usados para pagar segurança particular de candidatas, condicionando esse gasto a pedido expresso da própria candidata.
  • O MP recomenda fixar limite para esse tipo de despesa, semelhante a outras despesas de campanha, com teto de até 5% dos recursos públicos destinados às candidaturas femininas.
  • Em relação às cotas para negros e indígenas, o órgão sugeriu comissões de heteroidentificação ou verificação de pertencimento para casos de divergência entre registro de candidatura e cadastro eleitoral.
  • As propostas devem ser analisadas pelos ministros do TSE antes da aprovação final das resoluções, mantendo também a regra de que federações com partidos irregulares não podem funcionar naquela circunscrição até a regularização.

O Ministério Público Eleitoral apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral sugestões para aperfeiçoar normas que evitam fraudes em cotas de gênero nas campanhas. A iniciativa visa proteger o orçamento destinado às candidatas e ampliar a eficácia das cotas para negros e indígenas.

Segundo o MP, o foco é reduzir desperdícios com segurança privada, evitando que esse gasto esgote verbas de campanha. O procurador Matheus Bueno destacou que a despesa com segurança deve depender de pedido expresso da candidata, para não comprometer atividades de campanha.

A proposta prevê limite para esse tipo de gasto. Dentre os 30% dos recursos públicos destinados às candidaturas femininas, o MP sugere que no máximo 5% possa ser usado com segurança privada. A medida acompanha regras já previstas para outras despesas partidárias.

Em relação às cotas negras e indígenas, o MP recomenda comissões de heteroidentificação para verificar o pertencimento quando houver divergência entre registro de candidatura e cadastro eleitoral. Essas comissões visam aumentar a veracidade dos dados.

Outra sugestão envolve a continuidade da regra de federações: se uma federação tiver um partido em situação irregular, este não pode atuar na circunscrição até a regularização. As propostas serão separadamente analisadas pelos ministros do TSE.

O objetivo do MP é aperfeiçoar a aplicação das cotas, assegurando recursos para atividades de campanha e fortalecendo mecanismos de verificação de elegibilidade. As sugestões aguardam deliberação dos ministros.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais