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Poderes lançam pacto nacional e cobram ação contra feminicídio

Três Poderes lançam pacto nacional para enfrentar feminicídio; promessa de leis mais duras e ações imediatas, com comitê interinstitucional

O pacto prevê ações integradas de prevenção, proteção às vítimas, responsabilização mais rápida dos agressores e monitoramento contínuo das políticas públicas. Foto: Ricardo Stuckert/PR
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  • Chefes dos Três Poderes lançam, no Planalto, o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio para combater a violência letal contra mulheres.
  • O Brasil registra, em média, quatro feminicídios por dia.
  • Lula afirmou que a violência persiste pela omissão da sociedade e pediu mudança cultural com participação de sindicatos, escolas, igrejas, locais de trabalho e espaços de convivência.
  • Hugo Motta defendeu endurecimento das leis e atuação imediata do Estado, com Câmara e Senado prontos para agir em conjunto com o Judiciário.
  • Davi Alcolumbre ressaltou o caráter institucional do acordo e que o pacto prevê ações de prevenção, proteção às vítimas, responsabilização rápida dos agressores, monitoramento e um comitê interinstitucional.

O Palácio do Planalto sediou nesta quarta-feira 4 o lançamento do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, reunindo os Três Poderes para agir contra a violência letal contra mulheres. A iniciativa surge diante de uma média de quatro feminicídios diários no país. O ato ocorreu em Brasília, com participação dos chefes do Executivo, Legislativo e Judiciário.

O presidente Lula destacou a necessidade de enfrentar a violência também pela atuação masculina e pela mudança cultural. Ele pediu envolvimento de sindicatos, escolas, igrejas e locais de trabalho para ampliar a prevenção e a responsabilização. A fala enfatizou que a luta contra a violência não é tarefa exclusiva das vítimas.

Do lado do Legislativo, o presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que o pacto precisa ir além de assinaturas e demanda ações rápidas do Estado. Ele anunciou a intenção de endurecer leis e de cooperação entre Câmara, Senado e Judiciário para avançar rapidamente.

No Senado, o presidente Davi Alcolumbre ressaltou o caráter institucional do acordo e a defesa da vida das brasileiras. Ele ressaltou que o feminicídio é uma violenta realidade que afeta diversas esferas da vida cotidiana e reforçou o compromisso de não abrir mão de medidas efetivas.

Medidas e funcionamento do pacto

O acordo prevê ações integradas de prevenção, proteção às vítimas e responsabilização mais rápida dos agressores. Também haverá monitoramento contínuo das políticas públicas e a criação de um comitê interinstitucional para acompanhar a implementação. A expectativa é promover uma mudança estrutural no enfrentamento à violência de gênero no país.

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