- O presidente da comissão do condado de Fulton, Robb Pitts, disse em coletiva que recebeu uma ligação na segunda-feira alertando sobre risco de prisão dele e de autoridades da Geórgia, dias antes da apreensão de documentos eleitorais pela FBI.
- Pitts afirmou que a prisão não ocorreu na segunda nem na terça, e sim na quarta-feira, quando agentes chegaram ao escritório eleitoral do condado.
- Ele não revelou quem ligou, dizendo apenas que era alguém com familiaridade em Washington, D.C.; o Guardian não confirmou se os três estão sob investigação.
- Pitts informou que o condado protocolou medida para devolver cédulas e outros materiais de 2020 e pediu a desclassificação do affidavit usado para obter a ordem de busca.
- A operação envolveu cerca de 700 caixas de documentos eleitorais de 2020; o responsável da FBI em Atlanta, Paul Brown, deixou o cargo cerca de uma semana antes da busca, sem explicação pública.
O presidente da Comissão do Condado de Fulton, Robb Pitts, afirmou em coletiva nesta manhã que recebeu uma ligação na última segunda-feira alertando que ele, o secretário de Estado da Geórgia Brad Raffensperger, o ex-deputado de Raffensperger Gabriel Sterling e outros autoridades estariam sob risco de prisão por agentes federais. O aviso chegou dois dias antes da atuação do FBI, que apreendeu documentos eleitorais de 2020.
Segundo Pitts, a mensagem não se confirmou na segunda nem na terça, mas, na quarta, os agentes federais estiveram no local. A identidade de quem ligou não foi divulgada por ele, apenas descrita como alguém com ligação a Washington, D.C. O Guardian não confirmou que os três estejam sob investigação.
O FBI mantém sigilo sobre o conteúdo do anexo utilizado para obter a ordem criminal, enquanto Pitts informou ter entrado com uma ação para que os votos e demais materiais eleitorais retornem e para que o afiançado seja desclassificado. A instituição não comentou o caso.
A coletiva ocorreu em meio a informações contraditórias sobre a operação que transformou disputas eleitorais de 2020 em um processo criminal. Na semana passada, agentes do FBI revieram o prédio de eleições de Fulton para apreender cerca de 700 caixas de documentos de 2020, com base em uma ordem obtida pelo U.S. attorney de St. Louis, Thomas Albus.
Apoio ao movimento de Pitts incluiu a renúncia do chefe da delegação de Atlanta do FBI, Paul Brown, cerca de uma semana antes da apreensão. Não houve explicação pública sobre o motivo da saída.
Tulsi Gabbard, diretora de informações nacionais, esteve presente na operação, gerando perguntas sobre segurança nacional e interferência política. O Guardian informou que Gabbard está conduzindo uma revisão independente, separada da investigação do FBI.
“Não houve confirmação de que houve qualquer prisão ou acusação contra alguém da nossa equipe eleitoral”, afirmou Pitts. Ele reiterou que não cometeu crime e que a função deles é protegida pela Constituição. O FBI não identificou-alvo específico em Georgia nem comentou o caso.
Desdobramentos da investigação
O condado de Fulton pediu o retorno dos materiais e mostrou interesse na divulgação do teor do documento sob segredo. A agência não confirmou informações adicionais nem señales de instruções futuras sobre o caso.
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