- Prisiones estaduais nos EUA ficaram mais violentas e quase 50% mais letais nos últimos cinco anos, em meio a shortages de agentes penitenciários.
- Taxa de mortalidade de presos aumentou 47% entre 2019 e 2024, firmando-se em 4,1 por 100 mil em 2024.
- Inticidents de agressões: ataques a internos subiram 54% e ataques a funcionários cresceram 77% no período analisado.
- O estudo aponta que a falta de pessoal e a alta rotatividade contribuíram para o aumento, sem comprovação de causalidade.
- Casos marcantes: em Alabama, houve 337 mortes de internos em 2024 contra 99 em 2019; Califórnia não teve grande queda nas mortes, apesar de redução da população carcerária.
A violência nas prisões estaduais dos Estados Unidos aumentou nos últimos cinco anos, segundo um relatório financiado pelo governo. A avaliação aponta quedas no quadro de funcionários e reflexos na segurança interna, com crescimento de mortes, agressões e abandono de tarefas.
O estudo, conduzido pela iniciativa Safe Inside, analisou 12 sistemas prisionais estaduais. O total de detentos é próximo de 1 milhão, sob gestão estadual. Ainda que alguns estados tenham reduzido o contingente, a falta de pessoal persiste.
A avaliação indica que houve queda no número de guardas, com custos extra consideráveis de horas extras. A organização aponta que faltas de equipe contribuem para maior violência e negligência nas prisões.
Aumento da violência e impactos
A taxa de mortes entre os presos subiu 47% entre 2019 e 2024. A agência também registrou alta de 54% em ataques a detentos e 77% em ataques a funcionários no período analisado. Dados completos não detalham números brutos de mortes.
A taxa de mortalidade passou de 2,8 para 4,1 mortes por 100 mil presos entre 2019 e 2024. A pesquisa ressalta que, apesar da variação entre estados, subreportes limitam a precisão de números totais.
A situação foi mais acentuada em alguns estados. Em Alabama, 337 presos morreram em 2024, frente 99 em 2019. Em Califórnia, mortes ficaram estáveis, mesmo com redução de quase um quarto da população carcerária.
Fatores e contexto
Os estudos consideram que o agravamento não é explicado apenas pela idade ou doença dos presos. A falta de pessoal, com turnos exaustivos, dificulta atendimento médico e supervisão adequada.
Segundo a Safe Inside, o déficit de funcionários elevou custos com horas extras para além de US$ 2 bilhões em 2024, em comparação com cinco anos antes. Em alguns locais, trabalhadores reportaram jornadas de 18 horas seguidas.
Michigan exemplifica a magnitude do problema: um sexto das vagas ficou sem preenchimento no ano anterior; em alguns estabelecimentos, quase um terço ficou vago. A Secretaria de Correções afirmou ter registrado leve queda na taxa de vagas desde então.
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