- Huffa: Em Portugal, pesquisa indica vitória decisiva do candidato socialista moderado sobre o líder da direita populista no segundo turno da eleição presidencial, neste domingo.
- Antonio José Seguro aparece com 67% das intenções de voto, contra 33% de André Ventura, segundo a pesquisa da Universidade Católica divulgada pela RTP.
- O segundo turno de presidencial ocorre em um país com fragmentação política e insatisfação com os grandes partidos, em meio ao crescimento da direita.
- A presidência é majoritariamente simbólica, mas pode mediar o cenário político e tem poderes para veto a leis e demitir o governo; Seguro promete que será um presidente moderado e unificador.
- Ventura propõe um “presidente intervencionista” e critica décadas de corrupção dos partidos tradicionais, com acusações de discurso anti-imigração; a pesquisa ouviu 1.601 pessoas entre 29 de janeiro e 2 de fevereiro, com margem de erro de 2,4%.
Um inquérito divulgado nesta terça-feira aponta vantagem clara para o candidato socialista Antonio José Seguro na segunda volta da eleição presidencial de Portugal, realizada neste domingo. Segundo a pesquisa, realizada pela Católica University e divulgada pela RTP, Seguro tem 67% das intenções de voto frente a 33% de Andre Ventura, líder do Chega.
A presidência portuguesa, de caráter amplamente cerimonial, atua como mediadora do cenário político e tem poderes de veto a leis e de demissão do governo. Seguro afirmou que pretende desempenhar um papel moderado e unificador, livres de agenda partidária, sem atuar como um “primeiro-ministro sombra”.
Ventura, por sua vez, promete um presidente “interventor” que combateria décadas de corrupção dos partidos tradicionais e defenderia uma agenda de maior rigor com a imigração. Críticas já o associam a toms considerados discriminatórios em relação a comunidades como a Roma e imigrantes do Sul da Ásia.
Contexto político
Chega, partido de oposição emergente criado há menos de sete anos, consolidou-se como força expressiva ao obter 22,8% dos votos na eleição parlamentar de maio. Analistas veem a disputa entre Seguro e Ventura como um desfecho de uma fragmentação política maior no país.
Detalhes da pesquisa
O levantamento foi realizado entre 29 de janeiro e 2 de fevereiro, com 1.601 entrevistados. A margem de erro indica um intervalo de aproximadamente ±2,4 pontos percentuais. Os resultados refletem cenários de intenção de voto para o segundo turno, sem incluir indecisos ou votos válidos.
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