- O aplicativo de reconhecimento facial Mobile Fortify, usado pelaice e pela imigração, não identifica pessoas com confiabilidade em abordagens na rua e foi lançado sem o escrutínio de privacidade tradicional.
- O DHS lançou o Fortify na primavera de 2025 para “determinar ou verificar” identidades de pessoas detidas por agentes federais, vinculando a medida a uma ordem executiva assinada pelo presidente naquele período.
- Registros obtidos pela WIRED mostram que o app não verifica identidades de fato, funcionando apenas para gerar pistas, o que reflete as limitações conhecidas da tecnologia.
- A aprovação apressada do Fortify, em maio do ano passado, envolveu desmontar revisões de privacidade centralizadas e remover limites de uso de reconhecimento facial, sob a gestão de um ex-advogado da Heritage Foundation.
- Existem relatos de uso para escanear rostos de cidadãos dos EUA e outras pessoas presentes em locais de fiscalização, incluindo casos de identificação incorreta e abordagens em que dados faciais foram usados sem consentimento.
O programa Mobile Fortify, ferramenta de reconhecimento facial, é utilizado por agentes de imigração dos EUA em cidades do país. A atualização indica que a tecnologia não verifica identidades com precisão e foi lançada sem a devida escrutinação de privacidade. As informações vêm de registros analisados pela WIRED.
DHS lançou o Fortify na primavera de 2025 para “determinar ou verificar” identidades de indivíduos abordados durante operações federais. O lançamento foi ligado a uma ordem executiva de Donald Trump, que defende endurecimento de políticas migratórias. Segundo as fontes, a implementação ocorreu com mudanças administrativas relevantes.
Apesar de o uso ter sido apresentado como ferramenta de identificação, o software não realiza verificação positiva de identidade de forma confiável, conforme a tecnologia e as práticas de uso. Especialistas afirmam que o sistema gera apenas pistas para investigações.
Desenvolvimento e aprovação
Documentos indicam que a autorização apressada do Fortify, em maio do ano passado, ocorreu após a eliminação de avaliações de privacidade centralizadas. Mudanças teriam sido acompanhadas por um ex-assessor da Heritage Foundation, hoje em cargo estratégico na DHS.
As autoridades não detalharam métodos ou ferramentas em uso, mesmo após solicitações de órgãos de fiscalização e organizações de defesa da privacidade. A DHS sustenta que o Fortify auxilia operações, mas não especifica quais indivíduos são vasculhados.
Casos e impactos
Relatos descrevem o uso para identificações de pessoas não apenas alvo, mas também cidadãos dos EUA ou membros da sociedade civil. Há relatos de pessoas abordadas sem consentimento terem suas faces registradas em bancos de dados.
Em processo judicial recente, o Estado de Illinois e a cidade de Chicago afirmaram que o aplicativo foi usado no campo mais de 100 mil vezes desde o lançamento. Casos isolados relatam falhas de identificação entre indivíduos presentes na cena do abordo.
Evidências em campo
Relatos de Oregon indicam que fotos tiradas com o aplicativo resultaram em identidades diferentes para a mesma pessoa em custódia. Em certa ocasião, a discrepância ocorreu após o posicionamento da pessoa, gerando um possível segundo diagnóstico pelo sistema.
Técnicos ou agentes citados em depoimentos mencionaram que o reconhecimento facial não fornece confirmação certeira e depende da avaliação humana. Em alguns casos, a confiança do sistema foi descrita como “talvez” ou “possível”.
Contexto regulatório
O uso de Fortify ocorre em meio a debates sobre privacidade e salvaguardas legais. Organizações de reformas e comissões governamentais questionam a transparência do funcionamento e o alcance da bacia de dados utilizada.
As informações acima foram reunidas a partir de reportagens da WIRED, do NYT e de documentos oficiais, sem divulgação de contatos ou links diretos.
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