- A Casa Branca informou que o presidente não discutiu planos formais para colocar agentes do ICE em locais de votação nas midterms de novembro e não confirmou se haveria presença perto das urnas.
- Trump afirmou que os republicanos deveriam “nacionalizar” as eleições e “tomar” o voto em ao menos 15 locais não especificados, repetindo alegações de fraude generalizada.
- Steve Bannon, ex-assessor de Trump, voltou a afirmar falsidades sobre votos de pessoas ilegais e disse que o ICE cercaria as urnas em novembro.
- A porta-voz Karoline Leavitt disse que não pode garantir que não haja agentes do ICE em locais de votação, mas não houve confirmação de planos formais.
- Questões legais e políticas cercam o tema: a legislação federal proíbe o uso de tropas em locais de eleição; democratas temem intimidação e alguns republicanos não apoiam federalizar eleições.
O governo dos Estados Unidos afirmou nesta quinta-feira que o presidente Donald Trump não discutiu planos formais para enviar agentes da Imigração e Alfândega (ICE) a locais de votação durante as eleições de meio de mandato em novembro. A declaração ocorreu após Trump ter pedido que os republicanos nacionalizem as eleições, repetindo acusações de fraude generalizada sem apresentar evidências.
Segundo a Casa Branca, não houve deliberação sobre colocar agentes da ICE fora de locais de votação, mas não é possível descartar a possibilidade de presença perto de tais locais. A resposta foi dada após questionamentos sobre os comentários de Trump e de um aliado próximo.
A pauta ocorre em meio a tensões políticas sobre o tema. A defesa do uso federal de controle eleitoral é acompanhada de receios de intimidação de eleitores e de ações que possam interferir no pleito. Críticas às propostas também surgem entre democratas.
Steve Bannon, ex-assessor de Trump, repetiu alegações sobre votantes ilegais em um programa de rádio nesta semana. Ele afirmou que a ICE cercará as zonas de voto no mês de novembro, embora sem evidências que sustentem tal afirmação.
Especialistas ressaltam que a lei federal proíbe o emprego de tropas em locais de eleição e que muitos estados criminalizam portar armas próximas a chamadas seções eleitorais. O tema é monitorado com atenção por órgãos federais e estaduais diante de um processo eleitoral sensível.
Entre os republicanos, houve divergência sobre a ideia de federalizar as eleições. Líderes do Congresso sinalizaram reservas quanto à medida, enfatizando que a administração das eleições pertence aos estados. A discussão ocorre paralelamente a ações federais envolvendo dados de eleitores e ações judiciais em estados com listas eleitorais.
O contexto inclui também investigações federais sobre dados de eleitores. O Departamento de Justiça tem movido ações contra diversos estados, enquanto o FBI revisa registros de uma eleição de 2020 em Geórgia. As informações são acompanhadas pela imprensa como parte de um conjunto de alegações de fraude.
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