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Casa Branca afirma que Trump não tem planos de enviar ICE a locais de votação

Casa Branca afirma que não houve planos formais de colocar ICE em locais de votação, sem descartar presença nas proximidades

U.S. President Donald Trump holds images of alleged criminals taken off the street by ICE as he speaks during a press briefing at the White House, on the one-year mark into his second term in office, in Washington, D.C., U.S., January 20, 2026. REUTERS/Jessica Koscielniak
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  • A Casa Branca informou que o presidente não discutiu planos formais para colocar agentes do ICE em locais de votação nas midterms de novembro e não confirmou se haveria presença perto das urnas.
  • Trump afirmou que os republicanos deveriam “nacionalizar” as eleições e “tomar” o voto em ao menos 15 locais não especificados, repetindo alegações de fraude generalizada.
  • Steve Bannon, ex-assessor de Trump, voltou a afirmar falsidades sobre votos de pessoas ilegais e disse que o ICE cercaria as urnas em novembro.
  • A porta-voz Karoline Leavitt disse que não pode garantir que não haja agentes do ICE em locais de votação, mas não houve confirmação de planos formais.
  • Questões legais e políticas cercam o tema: a legislação federal proíbe o uso de tropas em locais de eleição; democratas temem intimidação e alguns republicanos não apoiam federalizar eleições.

O governo dos Estados Unidos afirmou nesta quinta-feira que o presidente Donald Trump não discutiu planos formais para enviar agentes da Imigração e Alfândega (ICE) a locais de votação durante as eleições de meio de mandato em novembro. A declaração ocorreu após Trump ter pedido que os republicanos nacionalizem as eleições, repetindo acusações de fraude generalizada sem apresentar evidências.

Segundo a Casa Branca, não houve deliberação sobre colocar agentes da ICE fora de locais de votação, mas não é possível descartar a possibilidade de presença perto de tais locais. A resposta foi dada após questionamentos sobre os comentários de Trump e de um aliado próximo.

A pauta ocorre em meio a tensões políticas sobre o tema. A defesa do uso federal de controle eleitoral é acompanhada de receios de intimidação de eleitores e de ações que possam interferir no pleito. Críticas às propostas também surgem entre democratas.

Steve Bannon, ex-assessor de Trump, repetiu alegações sobre votantes ilegais em um programa de rádio nesta semana. Ele afirmou que a ICE cercará as zonas de voto no mês de novembro, embora sem evidências que sustentem tal afirmação.

Especialistas ressaltam que a lei federal proíbe o emprego de tropas em locais de eleição e que muitos estados criminalizam portar armas próximas a chamadas seções eleitorais. O tema é monitorado com atenção por órgãos federais e estaduais diante de um processo eleitoral sensível.

Entre os republicanos, houve divergência sobre a ideia de federalizar as eleições. Líderes do Congresso sinalizaram reservas quanto à medida, enfatizando que a administração das eleições pertence aos estados. A discussão ocorre paralelamente a ações federais envolvendo dados de eleitores e ações judiciais em estados com listas eleitorais.

O contexto inclui também investigações federais sobre dados de eleitores. O Departamento de Justiça tem movido ações contra diversos estados, enquanto o FBI revisa registros de uma eleição de 2020 em Geórgia. As informações são acompanhadas pela imprensa como parte de um conjunto de alegações de fraude.

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