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Clima no STM para julgar a perda de patente de Bolsonaro e 4 militares golpistas

STM julgará a perda de patente de Bolsonaro e de mais quatro militares condenados pelo STF, com desfecho ainda dependente de votos

O ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro Augusto Heleno. Foto: Marcos Corrêa/PR
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  • O Superior Tribunal Militar julgará a perda de patente e de posto de Jair Bolsonaro e de mais quatro militares condenados pelo STF por participação na tentativa de golpe.
  • Estão na lista o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e os ex-ministros Paulo Sérgio Nogueira, Augusto Heleno e Walter Braga Netto.
  • O julgamento é uma determinação do ministro Alexandre de Moraes e está previsto na Constituição; a análise verifica se os condenados em regime inicial fechado devem manter o oficialato.
  • No STM, houve mudança de posição sobre Garnier, com tendência de considerar o almirante um caso grave; Heleno e Nogueira podem ser absolvidos, enquanto a tendência atual é punir Bolsonaro, Garnier e Braga Netto.
  • O processo será distribuído em cinco ações, com voto do relator e do revisor em sigilo, e a presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha, deverá agendar o julgamento.

O Superior Tribunal Militar vai julgar a perda de patente e de posto de Jair Bolsonaro e de mais quatro militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal por participação na tentativa de golpe de Estado. A decisão é determinada pelo ministro Alexandre de Moraes e está prevista na Constituição Federal.

A lista de réus inclui o ex-presidente Bolsonaro, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier, os ex-ministros Paulo Sérgio Nogueira e Augusto Heleno, e Walter Braga Netto. A Corte analisa se os militares condenados a regime inicial fechado há mais de dois anos permanecem dignos do oficialato.

O julgamento é encarado como uma etapa do processo disciplinar na Justiça Castrense, que avalia a continuidade dos militares no serviço ativo. A corte considera diferentes cenários, com decisões que podem variar entre confirmação de patente, perda de patente ou manutenção do status atual.

O relator sorteado apresenta voto inicial, e o revisor também elabora o seu parecer em sigilo. Em seguida, a presidente Maria Elizabeth Rocha agenda o julgamento, que terá uma análise individual para cada militar afetado pelo processo.

A pauta envolve ações separadas contra cada um dos cinco. Não há prazo definido para a conclusão dos votos dos relatores e revisores, que seguem tramitação interna no STM. O desfecho depende das contestações apresentadas e dos fundamentos jurídicos.

Perspectivas e desdobramentos

Mantidas as fases regimentais, pode haver divergência entre ministros sobre a gravidade dos atos e a influência do papel de cada acusado na conspiração. A decisão final, porém, continua vinculada à avaliação de cada caso específico, com base na legislação aplicável.

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