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Fachin diz não se sentir atropelado por Dino na suspensão de penduricalhos

Fachin diz não ter sido atropelado por Dino; CNJ avança com Observatório da Transparência para enfrentar supersalários e discutir ética no Judiciário

Sessão plenária do STF em 05 de fevereiro de 2026. — Foto: Rosinei Coutinho/STF
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  • Fachin não se sente atropelado pela decisão de Flávio Dino de suspender penduricalhos nos salários dos Três Poderes, segundo interlocutores ouvidos pelo blog.
  • Dino deu prazo de sessenta dias para Executivo, Legislativo e Judiciário revisarem o pagamento dessas verbas, que extrapolam o teto do funcionalismo de R$ 46.366,19.
  • A medida é encarada como resposta à proposta de Fachin de elaborar um Código de Ética, embora o código não trate diretamente da remuneração.
  • Críticos apontam que a inércia do CNJ dificulta o tema dos supersalários; Fachin diz manter a luta e criou o Observatório da Transparência.
  • O Observatório da Transparência tem quatro pilares: transparência da remuneração, ética e conflitos de interesse, transparência de dados e governança com uso de tecnologia; a primeira reunião foi em 24 de novembro.

Edson Fachin, presidente do STF e do CNJ, não se sente atropelado pela decisão de Flávio Dino de suspender os penduricalhos ilegais nos salários dos Três Poderes. A medida foi anunciada após articulação com o governo e com o objetivo de revisar remunerações acima do teto.

Dino exigiu que Executivo, Legislativo e Judiciário revisem e suspendam as vantagens até 60 dias. O teto atual corresponde ao salário de ministros do STF, fixado em R$ 46.366,19. A iniciativa busca frear pagamentos considerados acima do permitido.

Para Fachin, a ação não descaracteriza a luta contra os supersalários, tema defendido desde o início de sua gestão. Ele aponta que criou o Observatório da Transparência, ferramenta para acompanhar quatro frentes: remuneração, ética e conflitos de interesse, dados abertos e governança.

Observatório da Transparência

O observatório foca na transparência da remuneração de magistrados, bem como na ética, no lobby e nos conflitos de interesse. Também prioriza a publicação de dados e o aperfeiçoamento de sistemas de integridade, com uso de tecnologia.

A primeira reunião ocorreu em 24 de novembro. Fachin ressaltou que não existem soluções mágicas, mas que passos consistentes podem avançar a governança do Judiciário. A criação do observatório é apresentada como resposta ao desafio de longo prazo.

Interlocutores próximos a Dino e Fachin indicam que a medida de suspender penduricalhos não encerra o debate, apenas desloca o foco para mecanismos de controle e gestão de riscos internos. A ideia é disciplinar remunerações sem comprometer a independência institucional.

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