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Governo rejeita planos para grandes turbinas eólicas nas Colinas do Sul

Governo escocês rejeita parque eólico em Scoop Hill, com sessenta turbinas de até 250 m, por impactos visuais e no patrimônio, apesar de ganhos energéticos

Community Windpower wanted to build 60 turbines at Scoop Hill
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  • O governo da Escócia rejeitou planos para um parque eólico de grande porte nos Southern Uplands, próximo a Moffat.
  • A Community Windpower propunha sessenta turbinas de até duzentos e cinquenta metros de altura em Scoop Hill; em 2020 o projeto inicial era de setenta e cinco turbinas, que passaram por redução de vinte por cento.
  • A Câmara de Dumfries e Galloway apresentou objeção ao desenvolvimento devido ao impacto visual e paisagístico.
  • O relatório sinalizou que haveria benefícios econômicos e de energias renováveis, mas estes não compensariam efeitos adversos significativos no cenário, além de preocupações com a Eskdalemuir Seismological Recording Station ligada a tratados de monitoramento nuclear.
  • Os desenvolvedores sustentaram que a versão reduzida ainda atenderia a cerca de quatrocentos e cinquenta mil casas, gerando empregos locais e investimento, mas a recusa foi mantida.

O governo escocês rejeitou planos para um grande parque eólico no Southern Uplands. A proposta, apresentada pela empresa Community Windpower, previa 60 turbinas com até 250 metros de altura em Scoop Hill, próximo a Moffat, na região de Dumfries e Galloway. A decisão foi anunciada após avaliação de impactos visuais e paisagísticos.

A proposta original, apresentada em 2020, previa 75 turbinas. Em 2023, o projeto foi reduzido em 20% para tentar conter preocupações com patrimônio cultural, céu noturno e aves de rapina, como águias douradas. Mesmo assim, a escala seguia sendo alvo de críticas locais e de órgãos oficiais.

A Câmara de Dumfries e Galloway apresentou objeção em 2024, contrariando pareceres de oficiais de planejamento. O relatório do governo avaliou que, ainda com benefícios econômicos e de energia renovável, os impactos no entorno seriam severos e prejudicariam o paisaje.

Decisão e impactos

O governo afirmou que o empreendimento não representa “o desenvolvimento certo no lugar certo” e negou a autorização para seguir adiante. Entre os problemas apontados, destacam-se impactos visuais extensos e efeitos negativos no patrimônio local.

Os proponentes afirmaram que, mesmo com ajustes, a proposta poderia atender parte da demanda de energia. Eles estimaram geração suficiente para centenas de milhares de domicílios e destacaram geração de empregos durante a construção e investimento local.

Deputados locais celebraram a decisão. O parlamentar David Mundell afirmou que a recusa traz *alívio* à comunidade e ressaltou a visibilidade do empreendimento em várias vilas ao redor, destacando a importância da participação da população no processo.

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