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Kassab afasta 6 deputados do PSDB e desmonta bastião tucano

Kassab amplia base do PSD em São Paulo com filiação de seis deputados do PSDB, reduzindo a bancada tucana a dois e fortalecendo a posição para a chapa de Tarcísio

Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD. (Foto: Fabio Aro/PSD Nacional)
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  • O presidente do PSD, Gilberto Kassab, anunciou a filiação de seis deputados estaduais do PSDB da Alesp ao PSD, a partir de 4 de março, durante a janela partidária.
  • Com a saída, o PSDB passa a ter apenas dois parlamentares na Alesp, a menor bancada da história, enquanto o PSD sobe de quatro para onze deputados.
  • Além dos tucanos Analice Fernandes, Maria Lucia Amary, Rogério Nogueira, Mauro Bragato, Barros Munhoz e Carlão Pignatari, Dirceu Dalben (Cidadania) também migra para o PSD, ficando com uma cadeira na casa.
  • A operação desmonta um dos últimos bastiões do PSDB no País, que já enfrentava queda de espaço político desde a saída do governador João Dória e derrotas em eleições recentes.
  • A ampliação da base do PSD na Alesp é vista como fortalecimento de Kassab para barganhar espaço no governo de São Paulo, especialmente em relação a uma possível composição da chapa de reeleição do governador Tarcísio de Freitas.

Nesta quinta-feira (5), o PSD anunciou a filiação de seis deputados estaduais do PSDB da Alesp, sob a liderança de Gilberto Kassab, presidente do partido e secretário de Governo de São Paulo. A adesão ocorrerá no dia 4 de março, durante a janela partidária.

Entre os tucanos que migraram estão Analice Fernandes, Maria Lucia Amary, Rogério Nogueira, Mauro Bragato, Barros Munhoz e Carlão Pignatari. Dirceu Dalben, do Cidadania, também migra para o PSD e passa a ocupar uma cadeira na Assembleia.

Com a mudança, o PSDB fica com apenas dois deputados, a menor bancada da história na Alesp, enquanto o PSD salta de quatro para 11 cadeiras. A queixa é de desgaste e perda de protagonismo da sigla no estado.

Contexto do esvaziamento do PSDB

A perda de poder no estado acompanha a queda de liderança do PSDB, marcada pela saída de João Dória em 2022 e a derrota no governo paulista no mesmo ano. Em 2024, o partido não elegeu prefeito em capitais e perdeu várias prefeituras paulistas.

Governadores tucanos também deixaram a sigla recentemente, como Eduardo Leite (RS) e Raquel Lyra (PE), que migraram para o PSD, intensificando o declínio da legenda nacionalmente.

Analistas veem o movimento como fortalecimento estratégico do PSD no curto prazo, ampliando a base de Kassab junto ao governo de São Paulo e abrindo espaço para negociações de funding e cargos no Executivo.

Implicações para o governo de Tarcísio

Com mais deputados no apoio ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), Kassab aumenta seu poder de negociação para posições no governo estadual. O PSD já detém a vice-presidência com Felício Ramuth, enquanto o PL discute ampliar influência.

Especialistas ressaltam que a consolidação da base do PSD na Alesp pode gerar maior autonomia para Kassab, consolidando um perfil de centro e reduzindo a dependência de alianças com siglas de oposição.

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