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Líder oposicionista vê eleições na Venezuela em menos de um ano

Líder opositora diz que eleições democráticas na Venezuela poderiam ocorrer em menos de um ano, com votação manual, dependendo de quando começar

A líder opositora María Corina Machado planeja retorno à Venezuela após queda de Maduro (Foto: Ronald Pena R./EFE)
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  • A líder opositora María Corina Machado afirmou ao Politico que eleições democráticas poderiam ocorrer em menos de um ano, com um processo de transição e votação manual, dependendo de quando começarem.
  • Machado está nos Estados Unidos e disse estar otimista sobre o pleito, mas garantiu não ter discutido um calendário eleitoral com o presidente Donald Trump.
  • Ela se reuniu com Trump em janeiro e lhe entregou a medalha do Nobel que recebeu.
  • O contexto envolve a suspensão de Nicolás Maduro após o ataque americano à Venezuela em 3 de janeiro, com a administração de Trump mantendo relação com o regime interino liderado por Delcy Rodríguez.
  • O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, falou em janeiro que o objetivo é uma Venezuela democrática por meio de eleições livres e justas, sem detalhar prazos.
  • As últimas eleições presidenciais ocorreram em 28 de julho de 2024, com Maduro reeleito segundo as autoridades venezuelanas, embora a oposição e diversos países questionassem o resultado.

A líder opositora venezuelana María Corina Machado afirmou, em entrevista ao portal Politico, que acredita ser possível realizar eleições democráticas na Venezuela em menos de um ano. Ela mencionou que um processo de transição alinhado com votação manual poderia ser concluído em nove ou dez meses, dependendo de quando começaria.

Machado está atualmente nos EUA e recebeu a Medalha de Nobel da Paz em 2025. A dirigente não detalhou um calendário eleitoral com o governo americano, mas disse sentir otimismo em relação à realização de pleitos justos.

Contexto político

Desde o ataque americano à Venezuela em 3 de janeiro, a administração de Donald Trump afirmou reconhecer um regime interino chefiado por Delcy Rodríguez. O secretário de Estado, Marco Rubio, disse que o objetivo é uma Venezuela democrática com eleições livres, sem apresentar prazos específicos.

Eleição de 2024

As últimas eleições presidenciais venezuelanas ocorreram em 28 de julho de 2024, com Maduro reeleito segundo as autoridades. A oposição contestou o resultado, apontando fraudes e recebendo reconhecimento de alguns países pela candidatura Edmundo González Urrutia, apoiada por Machado.

Perspectivas da oposição

Machado ressaltou a existência de uma cultura democrática no país, com sociedade organizada e apoio a uma transição democrática. Ela também mencionou o apoio potencial das forças armadas a um processo de mudança, segundo sua visão.

Retorno à Venezuela

A líder opositora expressou o desejo de retornar ao país o quanto antes. Ela citou o pleito de 2024 como exemplo de que a sociedade venezuelana deseja eleições livres. A declaração reforça a postura de buscar eleições com supervisão internacional.

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