- O presidente Lula afirmou ter cobrado explicações do filho Fábio Luís, o Lulinha, após ele ter entrado na mira da Polícia Federal como possível sócio oculto do empresário Careca do INSS.
- A linha investigativa envolve a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, que seria sócia em negócios de cannabis medicinal e buscava contratos com o governo federal.
- Lula disse ter conversado com o filho no Palácio do Planalto e afirmou que, se houver algo, ele verá; se não houver, deverá se defender.
- O presidente comparou as acusações contra o filho às que enfrentou na Lava Jato, lembrando que preferiu ficar e lutar pela sua inocência, cuja condenação foi posteriormente anulada.
- A oposição afirma que a base governista tenta blindar Lulinha, enquanto a defesa do empresário nega irregularidades e classifica as menções como ilações políticas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira que cobrou explicações de seu filho, Fábio Luís, conhecido como Lulinha, sobre possível envolvimento dele como sócio oculto em esquema ligado ao INSS. A fala ocorreu durante entrevista no Palácio do Planalto, após surgirem informações de que Lulinha teria sido incluído nos registros da PF como potencial sócio de um operador do crime.
Segundo Lula, a cobrança foi direta e ocorreu no encontro em que o filho foi orientado a apresentar provas ou se defender, sem mencionar quais explicações teriam sido dadas. O presidente enfatizou que trataria o tema com seriedade, sem conceber qualquer anufo para quem esteja envolvido em irregularidades.
Contexto do caso e envolvimento
Lulinha não é investigado diretamente pela participação no esquema, mas por meio de uma aliada dele, a empresária Roberta Luchsinger, que seria sócia em negócios de cannabis medicinal e buscava firmar contratos com o governo federal. As informações apontam para uma conexão indireta entre o filho e o caso que envolve o que é chamado de Careca do INSS, apontado como operador do desvio de aposentados.
Lula fez um paralelo com o período de 2018, quando foi preso na Justiça em investigações da Lava Jato. O presidente afirmou ter sido injustiçado, chegou a cogitar deixar o país, mas decidiu permanecer para enfrentar a Justiça. Com o tempo, as condenações foram anuladas e ele recuperou os direitos políticos.
Repercussão política e aspectos processuais
O petista alega que o processo envolvendo a operação enfrentou falhas e foi alvo de retaliação judicial, citando decisões recentes que mandaram apurar novamente ações relacionadas à Lava Jato pela 13ª Vara Federal de Curitiba. Ao comentar, Lula manteve a posição de que houve injustiça e que continua firme na defesa de sua integridade.
Partidos da oposição acusam a base governista de tentar blindar Lulinha das investigações da CPMI, que tem pedido de convocações para depor no colegiado. A defesa do empresário nega irregularidades e classifica as menções a ele como ilações políticas.
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