- Lula afirma apoio ao fim da escala 6×1 e pretende votar a proposta até o fim de março, buscando consolidar a pauta no início do ano legislativo.
- Pesquisa divulgada pelo Vox Populi, em parceria com a CUT e Dieese, aponta que oitenta por cento dos entrevistados são a favor do fim da escala 6×1.
- A PEC 8/2025, de Erika Hilton, é promovida como objetivo principal, com o governo buscando apresentar um projeto que incorpore propostas em discussão; há resistência de patronais e apoio inicial do presidente da Câmara, Hugo Motta.
- Estudos mostram cenários distintos: Ibre/FGV apontam queda de produtividade e valor agregado; Cesit/Unicamp defendem que a mudança pode criar empregos e aumentar a produtividade.
- Empresas de varejo, hotéis e redes de drogarias já migram para a escala 5×2, e países como Islândia, Bélgica e Japão são citados como modelos de adoção de jornadas menores.
O governo federal intensifica a pauta pela ausência da escala 6×1, visando ampliar o descanso semanal sem redução salarial. A proposta é discutida no início do ano legislativo e pode ganhar tração até o fim de março.
A ideia ganha apoio público entre trabalhadores que defendem mais dias de folga. Vendedores de shopping no Rio de Janeiro, por exemplo, destacam benefícios potenciais para estudos, lazer e vida familiar, segundo pesquisa divulgada em dezembro pelo Vox Populi, em parceria com a CUT e Dieese.
A Câmara dos Deputados está recebendo a medida como prioridade. O presidente da Casa sinalizou avançar com a pauta logo após o carnaval, ao lado de outras propostas, como a PEC da Segurança Pública, conforme declarações oficiais.
A proposta original está na PEC 8/2025, de Erika Hilton, do PSOL, apresentada há um ano. O texto busca terminar a escala 6×1, mantendo o salário, com apoio de parlamentares de diferentes bancadas, apesar da resistência de setores patronais.
O governo avalia que a mudança é necessária para modernizar a legislação trabalhista. A Secretaria de Relações Institucionais garante diálogo com trabalhadores, empregadores e Congresso para uma transição gradual e previsível.
Diversos setores empresariais são contrários à medida, defendendo impactos como elevação de custos, inflação e perda de competitividade. Entraves políticos e disputas entre centro e direita dificultam a aprovação da PEC.
Estudos técnicos gerados por institutos econômicos apresentam posições divergentes. Pesquisas da Unicamp apontam potencial de ganho de produtividade e criação de empregos, enquanto bancos de dados da CNI citam riscos para o PIB e para custos operacionais.
Alguns setores já adotam a prática de 5×2 para parte de suas operações, com exemplos em varejo, hospitalidade e redes de varejo. Autoridades afirmam que mudanças ocorrem de forma gradual e adaptativa ao contexto brasileiro.
Entidades sindicais promovem mobilização popular para pressionar o Congresso. Líderes destacam que a redução da jornada é histórica na defesa de direitos trabalhistas e pode alcançar ampla parcela da população.
Representantes do governo ressaltam que a transição deve considerar diferentes perfis de empresa, de pequeno a grande porte, e enfatizam a importância da proteção social ao longo do processo.
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