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MP pede arquivamento de ação de vereador do PSOL contra ex-namorada do PT

MP pede arquivamento de ação de vereador do PSOL contra ex-namorada do PT, alegando provas frágeis e ausência de tipicidade penal

Toninho Vespoli (PSOL) é vereador na Câmara Municipal São Paulo
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  • O Ministério Público de São Paulo pediu o arquivamento de ação de Toninho Vespoli (PSOL) contra Nelice Pompeu, militante do PT, por supostos crimes de perseguição, difamação e calúnia.
  • O MP considerou as provas frágeis e sustentou que não se configuram as circunstâncias elementares do crime de perseguição.
  • A defesa de Vespoli anexou publicações em que Nelice o classifica como “agressivo”; uma delas pede que seguidores não votem no vereador.
  • O MP afirmou que não há evidência de que Nelice quisesse atribuir crime ao ofendido; as ofensas seriam possivelmente direcionadas a apoiadores de Vespoli, não ao próprio crime.
  • Vespoli disse que enfrenta perseguição e difamação há quatro anos e afirmou respeitar a decisão, mantendo a intenção de provar a própria inocência.

O Ministério Público de São Paulo pediu o arquivamento de uma ação movida pelo vereador Toninho Vespoli (PSOL) contra a ex-namorada Nelice Pompeu, militante do PT. O vereador era acusado de perseguição, difamação e calúnia. O pedido foi mantido pela promotoria, mesmo após recurso apresentado pelo parlamentar.

O MP sustenta que as provas apresentadas são frágeis e não demonstram, de forma suficiente, as circunstâncias elementares do crime de perseguição, que envolve ameaça à integridade física ou psicológica da vítima. A defesa de Vespoli havia apresentado material com prints de publicações entre o casal.

Segundo o MP, o fato de a ex-namorada ter feito publicações de cunho crítico não configura, por si, a prática de crime. A promotoria destacou que não cabe ao direito penal interferir na esfera psicológica das pessoas, limitando-se à análise de condutas tipicamente penais.

O vereador afirmou, por meio de nota, que sofre perseguição e difamação há quatro anos e respeita a decisão do Judiciário. Ele disse que continuará buscando a apresentação de provas que demonstrem sua inocência, reforçando que a luta feminista não pode ser instrumentalizada para perseguir adversários políticos.

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