- O ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), deve deixar o PSD para ingressar no União Brasil, com avaliação de uma reunião prevista com o presidente Lula (PT).
- Lula busca definir a disputa pelo governo de Minas Gerais para montar um palanque robusto à sua reeleição.
- A articulação da troca de partido envolve a dirigente Davi Alcolumbre (União-AP) e o presidente nacional do União, Antônio Rueda.
- A permanência de Pacheco no PSD ficou inviável após o PSD abrigar o vice-governador Matheus Simões, aliado de Romeu Zema.
- No União Brasil, a sombra de reorganização em Minas inclui Rodrigo de Castro como provável comando estadual, com desdobramentos para candidatura ao governo ou fortalecimento da bancada.
O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) pode trocar o PSD pelo União Brasil para fortalecer o palanque de Lula em Minas Gerais, em preparação para a disputa pelo governo estadual. A definição depende de uma reunião com o presidente Lula (PT).
Investigação interna aponta que a mudança tem o aval de Davi Alcolumbre (União-AP) e da cúpula do União Brasil, com concordância do presidente nacional da legenda, Antônio Rueda. O objetivo é consolidar apoio ao Palácio Tiradentes.
A permanência de Pacheco no PSD ficou inviável após o partido abrigar o vice-governador Matheus Simões, pré-candidato apoiado pelo governador Romeu Zema (Novo). O movimento ocorre no contexto de reorganização da bancada mineira.
Lula tem dito a interlocutores que não desistiu de Pacheco, sinalizando a possibilidade de o senador ser cabeça de chapa em Minas. No União Brasil, o comando local pode ficar com Rodrigo de Castro, aliado de Pacheco, ampliando espaço para a bancada.
Minas Gerais é considerada estratégica para a eleição presidencial, segundo avaliação do Palácio do Planalto. A indefinição de Pacheco alimenta discussões sobre cenários alternativos, incluindo apoio a Alexandre Kalil (PDT), caso haja impasse.
Enquanto não há oficialização, Pacheco mantém o futuro em aberto. A filiação ao União Brasil é vista por aliados como positiva, independentemente da decisão sobre disputar o governo mineiro. A definição pode depender de negociações diretas com Lula.
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