- A Polícia Federal investiga se o governador do Acre, Gladson Camelí (PP), pagou para obter a habilitação de piloto privado sem fazer a prova prática exigida pela Anac.
- A apuração aponta que Camelí teria obtido o documento há cerca de três anos e poderia ter pago outra pessoa para concluir o processo no lugar dele.
- Durante a operação, agentes apreenderam entre R$ 200 mil e R$ 300 mil e um simulador de voo na residência do governador, em Rio Branco.
- Camelí disse, em nota, que atendeu os policiais em casa, prestou esclarecimentos e mantém a confiança na Justiça; a defesa afirmou que houve cooperação com as autoridades.
- A Anac informou não poder divulgar dados pessoais dos profissionais da aviação por questões de privacidade, segundo a Rede Amazônica Acre.
A Polícia Federal investiga se o governador do Acre, Gladson Cameli (PP), pagou para obter a habilitação de piloto privado para avião e helicóptero, sem realizar a prova prática exigida pela Anac. A apuração envolve um possível atalho no processo de obtenção do brevê, há cerca de três anos, segundo apuração de veículos locais.
Durante a operação desta quinta-feira, 5 de fevereiro, foram apreendidos entre R$ 200 mil e R$ 300 mil e um simulador de voo na residência do governador, em um condomínio de luxo, em Rio Branco. A PF não confirmou detalhes adicionais à imprensa.
A investigação está ligada a um processo de avaliação para o registro de piloto em uma escola de aviação local. A Anac informou que não pode divulgar dados pessoais de profissionais da aviação, citando LGPD e outras proteções legais.
Posicionamento do governador
Em nota, Camelí afirmou que atendeu representantes da PF em sua casa, forneceu informações e manteve a serenidade. O governador disse ainda que confia na Justiça e que houve denúncia sobre o processo de avaliação para retirada de registro de piloto em escola de aviação do Acre.
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