- O chair do comitê de inteligência e segurança (ISC) disse que pode publicar material embaraçoso para o governo sobre a nomeação de Mandelson como embaixador dos EUA e seu vínculo com Jeffrey Epstein.
- O ISC avaliará quais documentos podem ser tornados públicos com base em segurança nacional, não apenas em relações internacionais.
- Downing Street tentou criar brechas para a divulgação, mas deputados chamaram a medida de “encobrimento”; o ISC deve decidir o que pode ou não ser divulgado.
- Novas revelações dos arquivos indicam que Mandelson ofereceu ajuda para obter visto russo a Epstein, que planejava encontrar mulheres jovens em Moscou; a viagem parece ter sido cancelada.
- Reações no Parlamento ficaram marcadas por críticas à condução do caso, com perguntas sobre o conhecimento de Starmer sobre as ligações de Mandelson antes da nomeação; o governo disse que manterá a linha.
O comitê de Inteligência e Segurança (ISC) do Parlamento afirmou que vai publicar materiais sobre a nomeação de Peter Mandelson como embaixador britânico nos EUA, mesmo que o conteúdo seja embaraçoso para o governo. O presidente do ISC, Lord Beamish, defendeu total transparência no processo de avaliação de Mandelson e na relação dele com Jeffrey Epstein, condenado por abusos sexuais de menores.
Segundo Beamish, o ISC avaliará se documentos devem ser liberados por questões de segurança nacional, não apenas para preservar relações internacionais. Ele indicou que podem existir informações que atrapalhem relações com outros países, mas que não devem comprometer a segurança do país.
O embaixador foi indicado em dezembro de 2024 e a análise do ISC busca esclarecer o que o governo sabia sobre a amizade de Mandelson com Epstein. A abdicação de clareza vem em meio a pressões sobre a gestão de informações sensíveis.
Debate sobre transparência
O governo já buscou uma brecha para manter parte dos documentos sob proteção, citando segurança nacional e relações internacionais. Membros do Parlamento, porém, criticaram a tentativa como tentativa de encobrir fatos e exigiram decisão do ISC, não de um ministro.
As autoridades de Downing Street afirmaram que vão cumprir as determinações do ISC e liberar os documentos assim que possível, conforme orientação policial. A polícia, por sua vez, informou que algumas informações não poderiam ser tornadas públicas devido a investigações criminais em curso.
Repercussões políticas
Na Câmara, tensões aumentaram entre partidos. Membros da oposição questionam a condução do caso e o impacto de possíveis revelações sobre Starmer, primeiro-ministro interino, e a continuidade de Mandelson na rede de governo. Algum apoio interno também pediu explicações claras sobre a gestão da nomeação.
Novas revelações indicam que Mandelson pode ter oferecido facilitar a obtenção de visto russo para Epstein, uso que seria para encontros com mulheres em Moscou. Embora não haja provas de que ele soubesse o objetivo, a matéria alimenta o escrutínio público sobre a nomeação.
Nesta semana, ministros da pasta habitacional contestaram as acusações, afirmando que Mandelson não é o único responsável e que não há confirmação de que a liderança tenha conhecimento de todas as tratativas. A oposição continua cobrando transparência total e prazos para a divulgação dos documentos.
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