- Líderes republicanos do Congresso rejeitaram uma denúncia ultrassecreta de um informante anônimo, que acusa Tulsi Gabbard, diretora de inteligência nacional, de ocultar informações classificadas por motivos políticos.
- As respostas de senador Tom Cotton e de deputado Rick Crawford indicam que a queixa não deve avançar.
- Parlamentares democratas que tiveram acesso ao documento questionam por que houve oito meses de encaminhamento da queixa ao Congresso, conforme exigido por lei.
- A assessoria de Gabbard nega as acusações e diz que o encaminhamento exigiu revisão jurídica e de segurança devido a numerosos detalhes classificados.
- O relatório entregue aos chamados “gangue de oito” inclui ainda alegação de falha do aconselhamento jurídico da agência em reportar crime ao Departamento de Justiça; autoridades da inteligência veem a denúncia como potencial tentativa de prejudicar Gabbard.
Ods foram: líderes republicanos das comissões de inteligência da Câmara e do Senado rejeitaram uma queixa confidencial de um denunciante anônimo, que dizia que o diretor de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, teria retido informações classificadas por motivos políticos.
Cotton e Crawford divulgaram respostas negativas à denúncia, o que torna improvável que o caso avancem. Parlamentares democratas que tiveram acesso ao documento questionam o atraso de oito meses para o encaminhamento à Câmara, conforme exige a lei.
O escritório de Gabbard negou as acusações de irregularidades e também contestou o prazo de envio, alegando que o teor da denúncia continha tantos dados classificados que exigiu revisão jurídica e de segurança. Parlamentares puderam ver o documento nesta semana.
Cotton afirmou em rede social que concorda com a avaliação de um órgão de fiscalização anterior sobre a credibilidade da queixa, atribuindo-a a oposição política a Gabbard e à administração Trump. Ele é presidente da comissão de inteligência do Senado.
Crawford, presidente da comissão da Câmara, disse que a queixa visava minar a reputação de Gabbard. O grupo de oito legisladores recebeu cópias da denúncia na semana passada, em audiência com autoridades federais.
Democratas pedem explicações sobre o atraso na referência aos membros do Congresso. O senador Warner, líder democrata da comissão do Senado, mencionou a exigência legal de envio em até 21 dias e afirmou que a denúncia pode ter sido tentada a ser ocultada.
O democrata Jim Himes, da Câmara, anunciou que continuará investigando o caso. Em memo, o Conselho de Fiscalização de Inteligência informou que a queixa também acusou o assessor jurídico de Gabbard de não reportar possível crime ao Ministério da Justiça, mas o documento está fortemente redigido.
O inspector geral da inteligência, citado em nota, disse que a queixa atribuía distribuição de informações classificadas por motivos políticos, mas que a credibilidade não pôde ser formada. O órgão encaminhou a denúncia aos legisladores, conforme precedentes.
O denunciante, por meio de Andrew Bakaj, afirmou que não há justificativa para manter a queixa longe do Congresso desde a primavera passada. Bakaj é ex-CIA e ex-chefe jurídico da organização Whistleblower Aid.
Gabbard coordena as 18 agências de inteligência do país. Recentemente ganhou atenção por participação no local durante operação do FBI em escritórios de campanha na Geórgia, associados às alegações sem comprovação de fraudes na eleição de 2020.
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