- Forenses abriram túmulos no cemitério municipal de Bucaramanga em 2022 e 2023, e encontraram restos de 12, depois 21 pessoas, incluindo Camilo Torres Restrepo.
- Camilo Torres foi abatido em 1966, aos 37 anos, durante o primeiro combate como integrante do Exército de Libertação Nacional, e ficou conhecido como sacerdote guerrilheiro.
- Os ossos de Torres estavam mergulhados em formol, sugerindo tentativa de apagar a identidade do corpo.
- A confirmação envolveu medições diplomáticas de alto nível com Estados Unidos e Cuba, além de depoimentos de um sepulturero que apontou a localização do corpo em 2023.
- A Universidade Nacional de Bogotá se dispôs a receber os restos; permanece a dúvida se o episódio se tornará símbolo político ou se o sacerdote poderá descansar em paz.
Un grupo de forenses identificou os restos do sacerdote colombiano Camilo Torres Restrepo, morto em 1966, 60 anos após a prática do ocultamento. O trabalho ocorreu após escavações em Bucaramanga, no Brasil? Não, na Colômbia. O objetivo é esclarecer desaparecimentos vinculados ao conflito.
Em 2022, nos nichos do panteão municipal, foram encontrados restos de 12 pessoas; em 2023, mais 21. Entre eles, estava o corpo de Camilo Torres, envolto em formol para esconder a identidade. A confirmação depende de exames de DNA e de provas históricas.
A trajetória de Camilo Torres envolve sua atuação como sacerdote e militância no ELN. Após a morte, houve diligências para trasladar o corpo a Bucaramanga, onde funcionava o mausoléu militar. A identificação reacende questões sobre uso político da sepultura.
Desfecho diplomático e próximos passos
Foram realizados contatos diplomáticos de alto nível com Estados Unidos e Cuba para facilitar o processo de identificação. A Universidade Nacional de Bogotá informou que está disposta a receber os restos para estudo e descanso final.
A confirmação envolve análises laboratoriais, cotejo com familiares e registro público. A expectativa é que os restos de Camilo Torres recebam tratamento adequado e repouso definitivo, sem leituras politiqueiras da figura histórica.
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