- O PSOE acusa o PP de esconder um caso de assédio sexual e laboral envolvendo o alcalde de Móstoles, Manuel Bautista, após a divulgação pelo El País.
- Alfonso Serrano, secretário-geral do PP de Madrid, afirmou que o caso foi arquivado porque não se tratava de assédio e que havia testemunhas; o partido não avalia destituir o alcalde.
- A líder de Más Madrid, Manuela Bergerot, pediu a demissão de Bautista e responsabilizou Ayuso, Serrano e Ana Millán pelo eventual encobrimento.
- Ayuso classificou o caso como fabricado contra o PP e marcou sessão de controle na Assembleia de Madrid para discutir o tema.
- O delegado do Governo em Madrid, Francisco Martín, criticou o que chamou de cinismo do PP por ocultar o caso e pediu explicações sérias e detalhadas.
A oposição e o governo da Comunidade de Madrid vivem uma escalada política após a revelação, pelo jornal El País, de um caso de assédio sexual e laboral envolvendo o prefeito de Móstoles, Manuel Bautista. O Partido Popular (PP) sustenta que a denúncia não caracteriza assédio, afirma que a investigação foi arquivada por faltar fundamento e que houve tentativa de prejudicar a imagem do prefeito. Vários partidos reagiram, pedindo explicações e, em alguns casos, a demissão de dirigentes do PP na região.
Manuela Bergerot, líder do Más Madrid na Assembleia, pediu a demissão de Bautista e responsabilizou Ayuso, Serrano e Ana Millán pelo suposto encobrimento. O PSOE criticou o PP, afirmando ter agido para encobrir o caso, enquanto o PP negou a acusação e manteve que a acusação era_injusta. O caso ocorre em meio a uma sessão de controle na Assembleia de Madrid, com Ayuso prevista para participar.
Aos defensores do PP, Alfonso Serrano, secretário-geral do PP de Madrid, afirmou que o arquivamento ocorreu porque não houve assédio e que a vítima negou a caracterização. Segundo ele, a denúncia tratava-se de uma disputa laboral, com testemunhas entre colegas. As declarações foram dadas durante entrevistas e comunicações públicas, sem menções ao envolvimento de políticasrais no sentido de demitir Bautista.
Entretanto, líderes de outros partidos cobram respostas mais contundentes. Antonio Maíllo, da IU, disse que nenhuma organização está isenta de machismo, ressaltando a necessidade de atuar quando há acusações. Rebeca Torró, secretaria de Organização do PSOE, requisitou a demissão de Ayuso, Serrano, Ana Millán e Bautista, afirmando que o PP teria sabidamente ocultado a denúncia.
Reações e desdobramentos políticos
Manuela Bergerot reiterou que o caso exige responsabilidade política e que Ayuso deve se posicionar de forma clara. A presidente da comunidade, ao lado de Ayuso, participa de uma sessão que deve abordar o tema e, segundo apurados, pode influenciar o clima político na região. A conjuntura também envolve um paralelo com a atuação de Francisco Salazar, ex-colaborador próximo de Pedro Sánchez, que depõe no Senado sobre um caso de assédio envolvendo outra figura, o que acrescenta pressão ao ambiente político.
De forma geral, o episódio intensifica o embate entre PP e oposição na Câmara da Comunidade de Madrid, com requerimentos de demissão e pedidos de explicações públicas. O desfecho depende de novas informações, investigações adicionais e da condução que cada partido decidirá adotar nos próximos dias.
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