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Senado apresenta projeto de 2026 que cria botão do pânico virtual para mulheres

Projeto de Randolfe Rodrigues cria botão do pânico virtual para mulheres, com IA de detecção e bloqueio de contas, para reduzir violência digital

Primeiro projeto do Senado em 2026 cria botão do pânico virtual para mulheres
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  • O Senado protocolou o PL 2/2026, de Randolfe Rodrigues, para criar a Política Nacional de Combate ao Discurso de Ódio contra a Mulher na Internet.
  • O texto prevê o Modo de Segurança, um “botão do pânico” que pode bloquear interações e reter grande volume de mensagens em caso de risco iminente.
  • O Acesso Delegado de Emergência permite que uma pessoa de confiança gerencie temporariamente as configurações de segurança da vítima.
  • Provedores com sede no Brasil terão 180 dias para implementar detecção e moderação de conteúdos de ódio, com triagem humana, e a desmonetização de conteúdos por cinco anos para quem disseminar violência.
  • A proposta cria a Autoridade Central de Notificação e o Cadastro Nacional de Bloqueio de Conteúdos Violentos contra a Mulher; a lei pode levar o nome Ivone Tainara.

O primeiro projeto de lei protocolado no Senado em 2026 institui o Modo de Segurança, um “botão do pânico” virtual para mulheres, visando reduzir o discurso de ódio e a violência digital. A iniciativa é de Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso.

O PL 2/2026 cria a Política Nacional de Combate ao Discurso de Ódio contra a Mulher na Internet e prevê que provedores observe a norma. Em situação de risco iminente, a vítima ativa o recurso para blindar ou bloquear interações com contas não seguidas.

A proposta ainda prevê o Acesso Delegado de Emergência, para que pessoa de confiança gerencie temporariamente as configurações de segurança. Randolfe afirma que o ambiente virtual tem se tornado terreno de violência frequente.

Dados de 2025 mostram agravamento: 10% das mulheres entrevistadas já sofreram violência digital, segundo a Pesquisa DataSenado. A sextorsão, por exemplo, dobrou desde 2023, segundo o senador.

Caso aprovado, o projeto receberá o nome Ivone Tainara, em homenagem a vítimas de feminicídio no fim de 2025 e início de 2026. A lei terá vigência para plataformas com atuação no Brasil.

Medidas previstas

  • Provedores com sede no Brasil deverão montar sistemas de detecção e moderação em até 180 dias.
  • Conteúdos de ódio com incentivo à violência terão triagem humana e encaminhamento a autoridades.
  • Desmonetização total de conteúdos e canais por até cinco anos para quem disseminar o ódio.
  • Combate a contas falsas e uso de robôs na disseminação de ódio.
  • Avisos em conteúdos sensíveis e armazenamento de registros de envios de massa por três meses.
  • Remoção de conteúdos e banimento de usuários após triagem.
  • Criação da Autoridade Central de Notificação e do Cadastro Nacional de Bloqueio de Conteúdos Violentos contra a Mulher.

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