- Ministros do STF veem o movimento como tentativa de riscar o giz, sinalizando que o Código de Ética apresentado por Fachin e pela ministra Cármen Lúcia não é prioridade da Corte no momento.
- Reunião sobre o tema foi cancelada, expondo as divisões internas após o 8 de janeiro, com reações públicas de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
- Fachin teria “carimbado” a reunião, o que teria queimado a largada; a expectativa é que Cármen Lúcia apresente um novo texto para debate.
- Ainda assim, a avaliação interna é de que o código já está na sala e a corte precisará responder ao assunto.
- Nos bastidores, cresce a costura de um acordão no caso Master para tirar o foco de políticos e da ala da corte, visando apagar CPIs e adiar decisões para após as eleições.
Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), ministros descrevem o momento como uma tentativa de riscar o giz, deixando claro que, por ora, não veem a ideia de um Código de Ética como pauta prioritária. O projeto teria sido apresentado pelo presidente da corte, Edson Fachin, em parceria com a ministra Cármen Lúcia, e seria, segundo a leitura interna, um produto pessoal dos dois, não da Corte como órgão.
O episódio envolvendo o cancelamento da reunião sobre o tema expõe as divisões internas no pós-8 de janeiro. Reações públicas de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, bem como o cancelamento de um almoço que Fachin iria conduzir, evidenciam o desconforto existente.
Ministros dizem que Fachin “carimbou” a reunião sobre o código e, ao fazer isso, “queimou a largada”. A expectativa é de que Cármen Lúcia apresente um novo texto, para só então ser debatido efetivamente.
Movimentação interna e próximos passos
Mesmo com as críticas, a avaliação interna é de que o código já está na sala e deverá receber resposta da corte. Enquanto isso, cresce nos bastidores a articulação para um acordão em torno do caso Master, visando desviar o foco de políticos e de determinadas alas do tribunal.
Segundo apuração, o objetivo é impedir que CPIs avancem, desacelerar investigações e postergar decisões para o período pós-eleições, evitando impactos diretos no ambiente político nacional.
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