Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

STF: ministros discutem Código de Ética e revelam divergências internas

Ministros do STF veem divisão sobre Código de Ética após reunião cancelada; Fachin aponta prioridade menor e Cármen Lúcia pode apresentar nova versão

Edson Fachin, presidente do STF, na abertura do ano judiciário — Foto: Gustavo Moreno/STF
0:00
Carregando...
0:00
  • Ministros do STF veem o movimento como tentativa de riscar o giz, sinalizando que o Código de Ética apresentado por Fachin e pela ministra Cármen Lúcia não é prioridade da Corte no momento.
  • Reunião sobre o tema foi cancelada, expondo as divisões internas após o 8 de janeiro, com reações públicas de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
  • Fachin teria “carimbado” a reunião, o que teria queimado a largada; a expectativa é que Cármen Lúcia apresente um novo texto para debate.
  • Ainda assim, a avaliação interna é de que o código já está na sala e a corte precisará responder ao assunto.
  • Nos bastidores, cresce a costura de um acordão no caso Master para tirar o foco de políticos e da ala da corte, visando apagar CPIs e adiar decisões para após as eleições.

Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), ministros descrevem o momento como uma tentativa de riscar o giz, deixando claro que, por ora, não veem a ideia de um Código de Ética como pauta prioritária. O projeto teria sido apresentado pelo presidente da corte, Edson Fachin, em parceria com a ministra Cármen Lúcia, e seria, segundo a leitura interna, um produto pessoal dos dois, não da Corte como órgão.

O episódio envolvendo o cancelamento da reunião sobre o tema expõe as divisões internas no pós-8 de janeiro. Reações públicas de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, bem como o cancelamento de um almoço que Fachin iria conduzir, evidenciam o desconforto existente.

Ministros dizem que Fachin “carimbou” a reunião sobre o código e, ao fazer isso, “queimou a largada”. A expectativa é de que Cármen Lúcia apresente um novo texto, para só então ser debatido efetivamente.

Movimentação interna e próximos passos

Mesmo com as críticas, a avaliação interna é de que o código já está na sala e deverá receber resposta da corte. Enquanto isso, cresce nos bastidores a articulação para um acordão em torno do caso Master, visando desviar o foco de políticos e de determinadas alas do tribunal.

Segundo apuração, o objetivo é impedir que CPIs avancem, desacelerar investigações e postergar decisões para o período pós-eleições, evitando impactos diretos no ambiente político nacional.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais