- Tulsi Gabbard, diretora de Inteligência Nacional, é alvo de críticas por desempenho e por atuar alinhada às pautas de Trump.
- A ODNI (Organização de Inteligência Nacional) foi criada em 2004 e, segundo os críticos, acumula duplicação de funções, burocracia e falhas de liderança.
- As acusações apontam para foco político na gestão de Gabbard, com iniciativas voltadas a retaliação e a favorecer a agenda de Trump, em vez de assuntos de segurança.
- Ela participou de operação do FBI na Geórgia sobre cédulas e registros de 2020, e tem sido associada a investigações sobre as eleições de 2020, segundo reportagens.
- Especialistas defendem reformas estruturais: envolve reduzir o tamanho da inteligência, criar um núcleo de gestores diretamente ligados ao presidente (ou modelo semelhante ao OMB/JCS) para evitar politicização.
Tulsi Gabbard, diretora de Inteligência Nacional dos EUA, é alvo de críticas por supostamente ampliar falhas históricas do escritório. O ODNI, criado em 2004 para coordenar 18 agências de inteligência, tem enfrentado questionamentos sobre sua função entre política e profissionalismo. A avaliação é que a reforma do órgão se tornou urgente.
Analistas lembram que, desde sua criação, o ODNI tornou-se um espaço de duplicidade e de verificações sobre o que já era feito por outras agências. Quando o objetivo é tornar a comunidade mais ágil, a estrutura acabou gerando burocracia adicional, segundo ex-funcionários.
Gabbard criou o que chama de Director’s Initiatives Group, alegando fomentar políticas inovadoras. Contudo, críticas apontam que as iniciativas são, em sua maior parte, voltadas a contestar avaliação da comunidade sobre a interferência russa nas eleições de 2016 e a críticas à gestão Biden sobre Covid-19.
Mudança de foco e atuação
Relatos indicam que a atuação da diretora tem se movido para ataques a decisões da comunidade de inteligência, incluindo revisões de avaliações sobre eleições de 2020. Fontes ouvidas pela imprensa apontam que Gabbard lidera investigações que respaldariam alegações de fraude eleitoral apoiadas por Trump.
A imprensa relata envolvimento de Gabbard em operações ligadas a buscas de cédulas e registros de urnas em Fulton County, Geórgia, sob suposta orientação de Trump para assegurar a integridade eleitoral. Em seguida, organizou uma ligação entre Trump e agentes da cidade.
Perspectivas e propostas de reforma
O The Wall Street Journal aponta que Gabbard tem liderado investigações sobre as eleições de 2020 para sustentar críticas a resultados. Diretores da imprensa citados descrevem a participação como central na avaliação de evidências para a narrativa do presidente.
Specialistas em inteligência afirmam que um cargo tão próximo ao poder executivo pode contaminar avaliações técnicas. Senadores e ex-funcionários ressaltam o risco de constranger analistas a seguir orientações políticas.
Uma das vias discutidas para melhorar o ODNI é manter uma coordenação central menor, com gestores que dependam diretamente do president, semelhante a modelos de orçamento público. Outra opção defendida é manter um corpo menor, com profissionais éticos incumbidos de aconselhar o presidente.
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