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Campanha presidencial em Portugal encerra entre esquerda e ultradireita

Seguro aparece como favorito no segundo turno em Portugal, enquanto tempestades ameaçam a participação e podem redefinir o resultado

O socialista moderado António José Seguro disputa o 2º turno da eleição no país europeu contra André Ventura, o líder da extrema-direita local. Fotos: PATRICIA DE MELO MOREIRA e FILIPE AMORIM / AFP
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  • A campanha do segundo turno das eleições presidenciais em Portugal terminou nesta sexta-feira, 6, com António José Seguro como favorito diante de André Ventura.
  • Três municípios anunciaram o adiamento da votação para o domingo seguinte, 15, devido às tempestades que atingiram o país; Alcácer do Sal está entre eles.
  • O presidente em fim de mandato, Marcelo Rebelo de Sousa, disse que as eleições devem ocorrer mesmo em estado de emergência, lembrando que ocorreu na sua reeleição durante a pandemia.
  • Uma pesquisa apontou Seguro com 67% das intenções de voto contra 33% de Ventura.
  • As tempestades Kristin e Leonardo causaram mortes, feridos e grandes danos,Impactando a campanha e aumentando a atenção a uma possível nova tempestade prevista para o próximo sábado.

A campanha presidencial em Portugal chega ao fim nesta sexta-feira com Antonio José Seguro, do campo socialista moderado, como favorito no segundo turno contra André Ventura, líder da ultradireita local. A expectativa se mantém mesmo diante das tempestades que atingiram o país nas últimas semanas e das dificuldades logísticas para esta votação.

As chuvas provocaram danos e exigiram ajustes na organização eleitoral. A Comissão Nacional de Eleições informou que três municípios adiaram a votação para o próximo domingo, 15, entre eles Alcácer do Sal, no baixo alentejo, afetado pela cheia do rio Sado. O anúncio ocorreu após impacto das tempestades Leonardo e Kristin.

O atual primeiro-ministro, Luís Montenegro, reconheceu a gravidade da crise causada pelo mau tempo, mas afirmou que a votação permanece viável dentro do calendário previsto. Ventura pediu o adiamento nacional, mas a lei prevê apenas adiamentos locais de até uma semana, sem alterar a data de divulgação dos resultados.

Marcelo Rebelo de Sousa, presidente em fim de mandato, reiterou que as eleições devem ocorrer mesmo em estado de emergência, lembrando a sua reeleição durante a pandemia. Essa posição foi citada como referência para manter o pleito, segundo fontes próximas.

No território, a mobilização mudou o ritmo: candidatos intensificaram visitas às áreas atingidas e ajustaram agendas. Ventura reforçou críticas ao governo de Montenegro, alinhado à oposição, enquanto Seguro adotou tom mais firme, expressando preocupação com a eficácia dos serviços de emergência.

Uma pesquisa recente do jornal Público aponta Seguro com 67% das intenções de voto, frente a 33% de Ventura. O levantamento ocorre após o primeiro turno, no qual Seguro obteve 31,1% e consolidou apoio de parte da esquerda, centro e setores da direita, porém sem o aval do governo.

Analistas ressaltam que as condições meteorológicas podem favorecer a desmobilização dos eleitores, sobretudo se o cenário favorecer a percepção de vitória antecipada de Seguro. Ainda assim, a votação pode influenciar o equilíbrio entre permanecer na ordem institucional ou impulsionar mudanças propostas por Ventura.

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