- O relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira, pediu a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, em investigação sobre contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, com suspeita de lavagem de dinheiro.
- O ex-procurador Deltan Dallagnol afirmou que há “coincidências demais” entre a família Moraes e o Banco Master, sugerindo envolvimento com organizações criminosas e teias de crime financeiro.
- Moraes rebateu dizendo que parte da mídia ajuda os agressores da Corte ao repercutir alegações falsas sobre a atuação dos magistrados, e ressaltou a importância da confiança no Judiciário.
- O presidente Lula criticou o Judiciário, defendendo debate sobre mudança de mandato, em tom de que não é justo alguém ficar entre 35 e 75 anos no cargo.
- O ministro Flávio Dino decidiu suspender os chamados penduricalhos do serviço público nos Três Poderes, para cumprir o teto de remuneração de 46.366 reais; a decisão será levada ao Plenário do Supremo Tribunal Federal, e Dallagnol chamou a medida de “ethic’s washing”, dizendo que é uma cortina de fumaça.
No programa Última Análise, nesta quinta-feira, 5, o tema em foco foi a CPI do Crime Organizado no Senado. A linha central envolve o pedido de quebra de sigilos da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, ligado a um contrato de 129 milhões de reais com o Banco Master. A defesa nega irregularidades e a oposição critica o silêncio de autoridades.
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira, pediu a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do escritório da esposa de Moraes. A investigação aponta possíveis vínculos entre o contrato e esquemas de lavagem de dinheiro, com Viviane convidada a prestar declarações na comissão.
Deltan Dallagnol afirmou haver coincidências fortes entre a relação da família Moraes e o Banco Master. Ele elogiou a fundamentação de Vieira para o pedido e sugeriu ligações com organizações criminosas e com redes de crime financeiro, destacando a necessidade de esclarecimentos.
Moraes reagiu, acusando setores da mídia de reforçarem narrativas consideradas falsas sobre a atuação da Corte. O ministro ressaltou a importância de manter a confiança pública no Judiciário e criticou quem busca prejudicar o STF.
Francisco Escorsim analisou a situação e disse que o Judiciário precisa manter a legitimidade sem se deixar envolver por interpretações voltadas à deslegitimização, destacando a importância do respeito às regras do Judiciário.
Em tom distinto, o presidente Lula criticou publicamente a Justiça ao defender debates sobre reformas no sistema, incluindo a ideia de mandato para magistrados, entre 35 e 75 anos, segundo suas palavras.
Escorsim levantou ainda a hipótese de uma possível vingança interna ligada a decisões recentes do STF, sugerindo descontentamento com ações de ministros, como Dias Toffoli, mas sem apontar culpados claros.
O ministro Flávio Dino anunciou a suspensão de chamados “penduricalhos” nos Três Poderes, assegurando o teto de remuneração de 46.366 reais. A ordem, ainda sujeita a apreciação do Plenário do STF, busca reforçar a conduta ética no serviço público.
A cobertura do Última Análise, produzida pela Gazeta do Povo, é exibida ao vivo das 19h às 20h30, de segunda a sexta, com foco em debate racional sobre temas relevantes para o país.
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