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Escândalo de R$ 400 milhões envolve indicado de Alcolumbre no Amapá

PF deflagra operação contra Jocildo Lemos, indicado de Davi Alcolumbre, por aplicações de quase R$ 400 milhões do Amapá Previdência no Banco Master

Davi Alcolumbre, presidente do Senado, enfrenta pressão após operação da PF atingir aliado no Amapá (Foto: EFE/Andre Borges)
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  • A Polícia Federal deflagrou a Operação Zona Cinzenta, no Amapá, visando o presidente da Amapá Previdência, Jocildo Lemos, indicado por Davi Alcolumbre, e apura investimentos suspeitos de quase R$ 400 milhões no Banco Master.
  • Três aplicações do fundo de pensão dos servidores do Amapá somam quase R$ 400 milhões em títulos do Banco Master, com aprovação em menos de vinte dias, mesmo após alertas de risco.
  • A gestão é investigada por suspeita de conduta fraudulenta e temerária; dois membros do comitê de investimentos registraram reservas formais, mas foram ignoradas.
  • A ligação com o senador Davi Alcolumbre envolve a nomeação de Lemos para a presidência da Amprev e a participação do irmão dele no conselho fiscal; o senador afirma não ter envolvimento nas decisões de investimento.
  • A operação intensifica a pressão sobre o presidente do Congresso para encaminhar a abertura de uma CPI nacional do Banco Master; há pedidos de afastamento de Lemos e de CPI local.

A Polícia Federal deflagrou a Operação Zona Cinzenta, nesta sexta-feira (6), no Amapá. A ação mira o presidente da Amapá Previdência, Jocildo Lemos, indicado por Davi Alcolumbre, e investiga investimentos com indícios de fraude no Banco Master, que somam quase 400 milhões de reais.

A PF apura três aplicações do fundo de pensão dos servidores do Amapá em títulos do Banco Master. A gestão é suspeita de ser temerária, já que as decisões ocorreram em menos de 20 dias, mesmo com questionamentos de órgãos de controle. O montante chega a cerca de 5% do patrimônio do fundo.

Jocildo Lemos figura como principal alvo e atuou como tesoureiro em duas campanhas de Alcolumbre. O irmão do senador, Alberto, também participa do conselho fiscal do fundo. Apesar da proximidade, o senador não é alvo de investigação, segundo sua assessoria.

A aprovação rápida dos investimentos é analisada como irregular por envolver orientações contrárias a pareceres do Ministério Público Federal e do Tribunal de Contas da União. Dois membros do comitê de investimentos registraram ressalvas formais, citando concentração de recursos.

Apenas uma transação superou em mais de dez vezes o valor de investimento típico do fundo. Os pareceres técnicos foram desconsiderados, ampliando a suspeita de irregularidades no processo decisório.

O caso reacende o debate sobre a CPI do Banco Master, pois envolve a possibilidade de abertura de investigação em nível nacional. A oposição já reúne assinaturas para a comissão, e acusações de possível obstrução ganham fôlego frente às ligações com investigados.

A PF cumpriu mandados de busca e apreensão na sede da Amprev e na residência de Lemos, com a apreensão de celulares. No Amapá, um deputado estadual pediu o afastamento de Lemos e a instalação de uma CPI local.

A Amprev informou ser vítima do Banco Master e afirmou buscar o ressarcimento integral dos valores investidos. O desfecho do caso pode influenciar decisões sobre responsabilização de gestões futuras do fundo.

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