- Lula afirmou que, se o Congresso aprovar a PEC da Segurança Pública, criará um Ministério da Segurança em seguida.
- A PEC está em debate na Câmara para definir o papel da União na intervenção na Segurança Pública.
- Ele disse que será necessário um orçamento novo para a área, incluindo dobrar o número de delegados da Polícia Federal.
- Também citou ampliar o quadro da Polícia Rodoviária Federal, da Guarda Nacional e de uma Polícia Nacional para atuar quando necessário.
- Governadores do Nordeste apoiam a PEC; estados do Sudeste, Centro-Oeste e parte do Sul resistem, e o governo federal pretende atuar em parceria com os estados.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, se o Congresso aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, criará um Ministério da Segurança logo em seguida. A declaração ocorreu durante entrevista ao programa Alô, Juca, da TV Aratu, em Salvador.
Lula explicou que a PEC define o papel da União na intervenção da Segurança Pública, e que, com a aprovação, será necessário um orçamento específico. Ele citou a possibilidade de ampliar recursos para diversas áreas da segurança.
O atual mandatário destacou a necessidade de reforçar o aparato federal, incluindo o aumento de delegados da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Guarda Nacional e de uma Polícia Nacional com atuação em situações de intervenção.
Ainda na entrevista, o presidente afirmou que governos estaduais contrários à PEC não desejam a participação federal, citando Goiás, São Paulo e Minas Gerais, além de alguns estados do Sul. Os governadores do Nordeste, segundo Lula, seriam favoráveis.
O roteiro apresentado para o governo federal envolve participação ativa na segurança pública em parceria com governos estaduais, não apenas repasse de recursos. Ele ressaltou a importância de um orçamento robusto para que a intervenção seja prática e eficaz.
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