- Lula disse que pode aderir ao Conselho da Paz proposto por Trump, desde que haja um representante da Palestina e foco na reconstrução de Gaza.
- A proposta já foi aceita por 35 dos 50 convidados; entre os adesos estão Vladimir Putin e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
- O presidente enfatizou que, se o conselho tratar de Gaza, é essencial a presença de palestinos na direção, senão não seria uma comissão de paz.
- Lula vai a Washington na primeira semana de março para encontro com Trump, discutindo parcerias industriais, exploração de minerais críticos, investimentos e exportações, mantendo a soberania do Brasil.
- A agenda inclui a Venezuela, com foco no fortalecimento da democracia e na possibilidade de eleições, segundo Lula; a líder opositora María Corina Machado mencionou que eleições democráticas podem ocorrer em menos de um ano.
Lula afirmou que pode aderir ao Conselho da Paz criado por Donald Trump, desde que haja representação da Palestina e foco na reconstrução de Gaza. A ideia foi apresentada pelo norte-americano no mês passado, e já foi aceita por 35 dos 50 convidados.
Segundo o presidente, é essencial que a mesa inclua palestinos, para que o grupo trate de questões da região de maneira eficaz. Ele classificou a proposta como inadequada quando não há participação palestina, citando o objetivo de reconstrução de Gaza.
Lula disse ainda que viajará a Washington na primeira semana de março para encontro pessoal com Trump. O teor da conversa inclui parcerias industriais, minerais críticos, investimentos e exportações, mantendo a soberania brasileira como ponto inegociável.
Viagem a Washington e posição sobre a soberania
Em março, o presidente discutirá com Trump a visita aos EUA e outras pautas, sem abrir mão da soberania do Brasil, que considera sagrada. Os dois chefes já conversaram por cerca de 50 minutos na semana anterior.
Entre os temas abordados esteve a situação na Venezuela, incluindo o papel de Maduro. Lula afirmou que o foco é fortalecer a democracia venezuelana e permitir o retorno de milhões de cidadãos ao país, caso haja condições eleitorais livres.
Contexto sobre a Venezuela e liderança oposicionista
A líder oposicionista Maria Corina Machado disse, nesta quinta, que eleições democráticas podem ocorrer em menos de um ano, sem indicar se já houve acordo com Trump. O tema da eleição venezuelana permanece em aberto, segundo fontes próximas.
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