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Polícia britânica busca propriedades em investigação de Mandelson e Epstein

Polícia britânica realiza buscas em dois endereços ligados a Peter Mandelson em investigação de abuso de poder, sem prisão até agora, após relatos sobre vínculos com Epstein

British Ambassador to the United States Peter Mandelson walks on the day British Prime Minister Keir Starmer holds an emergency Cobra meeting to discuss Israel-Iran conflict, in London, Britain, June 18, 2025. REUTERS/Jaimi Joy/File Photo/File Photo
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  • A polícia britânica realizou buscas em dois endereços ligados a Peter Mandelson como parte de uma apuração sobre suposta irregularidade no exercício de função pública, com locais em Wiltshire e Camden.
  • A investigação envolve as supostas ligações de Mandelson com o ex‑agressor sexual Jeffrey Epstein, após reportagens sobre possíveis pagamentos e compartilhamento de informações.
  • A decisão de Starmer de nomear Mandelson como embaixador do Reino Unido nos EUA em 2024 gerou críticas, levando o primeiro-ministro a pedir desculpas pela escolha.
  • A polícia informou que não prendeu o investigado, identificado como um homem de 72 anos, até o momento.
  • Documentos recentemente tornados públicos pelos Estados Unidos indicam que Mandelson teria enviado memorando a Epstein em 2009 e lhe dado adiantamento sobre um resgate financeiro da União Europeia em 2010.

Duas moradas ligadas a Peter Mandelson foram vasculhadas pela polícia britânica como parte de uma apuração sobre possível abuso de poder público. A ação ocorreu após surgirem relatos sobre a proximidade do ex-embaixador com Jeffrey Epstein.

Segundo a polícia, foram cumpridos mandados de busca em Wiltshire, no sul da Inglaterra, e em Camden, em Londres. Um homem de 72 anos permanece sem prisão no momento.

As informações fazem parte de uma investigação iniciada na terça-feira, motivada por denúncias de conduta inadequada no serviço público. O governo solicitou que parte de documentos não seja divulgado para não atrapalhar as apurações.

Contexto e desdobramentos

Mandelson foi alvo de críticas após a nomeação como embaixador britânico nos EUA, em 2024, decisão pela qual o primeiro-ministro Keir Starmer pediu desculpas recentemente. Starmer demitiu Mandelson do Partido Trabalhista em setembro e de seu assento no parlamento na terça.

Também houve revelações de que Mandelson pode ter compartilhado informações com Epstein. Documentos do Departamento de Justiça dos EUA levantaram suspeitas de envio de memorandos e de pagamentos entre Epstein e Mandelson e sua então parceira, hoje esposa.

A polícia informou que não houve prisão até o momento e que a investigação continua. O governo disse estar à disposição para apoiar as autoridades no andamento do caso.

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