- A polícia britânica realizou buscas em duas propriedades ligadas ao ex-ministro Peter Mandelson, em Wiltshire e no bairro londrino de Camden, como parte de investigações sobre possível repasse de informações confidenciais a Jeffrey Epstein.
- A investigação envolve um homem de 72 anos, cuja identidade não foi confirmada pela polícia; não houve prisão até o momento.
- As buscas ocorrem após documentos dos arquivos de Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, sugerirem que Mandelson repassou informações que poderiam influenciar os mercados durante o período em que foi ministro do governo trabalhista de Gordon Brown (2008 a 2010).
- Gordon Brown afirmou ter entregue à polícia informações relevantes sobre a suposta transmissão de dados confidenciais a Epstein, descrevendo o comportamento como indesculpável e antipatriótico.
- O governo trabalhista, sob Keir Starmer, enfrenta críticas e uma crise política: Starmer demitiu Mandelson em setembro de 2025 e pediu desculpas às vítimas de Epstein por tê-lo nomeado, sem renunciar ao cargo de primeiro-ministro.
A polícia britânica realizou buscas em duas propriedades nesta sexta-feira (6), no âmbito da investigação sobre o ex-ministro Peter Mandelson, alvo de suspeita de repassar informações financeiras confidenciais a Jeffrey Epstein. As diligências ocorreram em Wiltshire, no sudoeste da Inglaterra, e no bairro de Camden, em Londres. A operação integra uma apuração sobre crimes relacionados à má conduta no exercício de funções oficiais.
Segundo a Polícia Metropolitana, as buscas visam esclarecer a relação de Mandelson com Epstein, especialmente no período em que ocupou cargos no governo trabalhista entre 2008 e 2010. A investigação não resultou em prisão até o momento, e as autoridades confirmaram que o homem investigado tem 72 anos, mantendo o status de investigado.
Contexto político relevante envolve declarações do ex-primeiro-ministro Gordon Brown, que informou ter repassado informações consideradas relevantes às autoridades sobre a potencial transmissão de dados a Epstein. Na época, Brown avaliou o comportamento como indevido e antipatriótico, acrescentando que essas informações tinham relação com o possível impacto nos mercados.
Desdobramentos
O caso trouxe questionamentos sobre a extensão dos vínculos entre Mandelson e Epstein e afetou o governo trabalhista, já sob a liderança de Keir Starmer. Starmer nomeou Mandelson como embaixador em Washington em dezembro de 2024 e o demitiu em setembro de 2025, após divulgações anteriores nos arquivos de Epstein. Nesta sexta, Starmer pediu desculpas às vítimas pela nomeação, sem indicar renúncia ao cargo.
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