- Antonio Jose Seguro, socialista moderado, deve vencer no runoff presidencial de Portugal com vantagem expressiva, segundo pesquisas.
- Conservadores, incluindo o ex-presidente Aníbal Cavaco Silva e ministros do atual governo, apoiam Seguro para impedir a vitória de Andre Ventura.
- As sondagens indicam Seguro com entre cinquenta e sessenta por cento das intenções de voto, aproximadamente o dobro de Ventura.
- Ventura, líder do Chega, defende mudanças constitucionais para ampliar poderes do presidente e ter um governo mais intervencionista.
- No primeiro turno, Seguro teve trinta e um vírgula um por cento e Ventura, vinte e três vírgula cinco por cento; o pleito ocorre em meio ao avanço da direita radical na Europa.
Moderado socialista Antonio Jose Seguro está previsto em vitória de larga margem no runoff presidencial de Portugal neste domingo, segundo pesquisas. A tendência aponta Seguro com cerca de 50% a 60% das intenções de voto, quase o dobro de Andre Ventura. Boa parte dos entrevistados afirma que não votaria no candidato de direita.
Conservadores, incluindo o ex-presidente Aníbal Cavaco Silva e membros do governo de centro-direita, além de muitos candidatos do primeiro turno, apoiam Seguro para evitar o avanço de Ventura. Analistas dizem que há um desejo de manter o status quo e preservar uma frente democrática.
Apoiadores destacam o papel dos partidos conservadores, que veem Ventura como um risco autoritário. Percentuais mostram o voto conservador desviando da polarização entre esquerda e direita, em meio a críticas ao estilo de Ventura.
Cenário de vitória de Ventura
Ventura, ex-comentarista esportivo, disse estar surpreso com o apoio de setores da centro-direita a Seguro. Pesquisas indicam, contudo, que a campanha pode ampliar a força do líder da Chega no espectro político, acompanhando a ascensão de dificuldade semelhante na Europa.
O candidato de extrema direita tem percorrido áreas atingidas por tempestades e inundações, cobrando respostas mais rápidas do governo. Mesmo assim, projeções divergem, com alguns cálculos apontando próxima ou acima do desempenho do atual bloco de governo na eleição de 2025.
Ventura tem defendido mudanças constitucionais para ampliar poderes do presidente, caso seja eleito, e promete adotar postura mais intervencionista. Análises apontam que esse discurso pode ampliar a pressão sobre o equilíbrio entre Poderes.
Estudiosos destacam que, após o primeiro turno, Ventura não conseguiu unificar a direita para o runoff. Para o cientista político Adelino Maltez, a sociedade busca manter a ordem constitucional, enquanto Ventura representa uma ameaça ao equilíbrio entre o centro-direita e o centro-esquerda.
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