- Simon Opher, deputado de Stroud, pediu a demissão do chefe de gabinete de Keir Starmer, Morgan McSweeney, por envolvimento na nomeação de Peter Mandelson como embaixador dos EUA.
- Harriet Harman disse que o primeiro-ministro apareceu “fraco, ingênuo e crédulo” ao se desculpar pela escolha de Mandelson.
- Espera-se a publicação de dossiês sobre a nomeação de Mandelson nos próximos dias, o que pode aumentar a pressão sobre Starmer.
- Mandelson é alvo de críticas por manter relação com Jeffrey Epstein, com documentos que alegam repasse de dinheiro e uso de informações sensíveis.
- O governo informou que continuará mantendo a confiança em Starmer, enquanto alguns ministros defendem a continuidade do premiê e a apologia de Starmer aos danos causados pela situação.
Keir Starmer enfrenta novos pedidos de demissão de seu chefe de gabinete após o escândalo envolvendo Peter Mandelson. A expectativa é que os próximos dias apresentem novos desdobramentos com a divulgação de arquivos sobre a nomeação do ex-ministro como embaixador dos EUA.
O pedido de afastamento partiu do deputado Simon Opher, parlamentar de Stroud, que afirmou que Morgan McSweeney, chefe de gabinete de Starmer, deveria deixar o posto. A abertura de processos de apuração aumentou a pressão sobre o premiê e sua equipe.
Harriet Harman, ex-líder adjunta do Labour, criticou a condução da nomeação. Ela disse que Starmer aparenta fraqueza ao admitir o erro, sem explicar adequadamente por que pôs Mandelson em uma posição de alta sensibilidade.
Na véspera, Downing Street informou que McSweeney manteve a confiança do premiê, apesar das críticas sobre a decisão de nomear Mandelson. A publicação das comunicações com Mandelson é aguardada para breve, segundo fontes do governo.
O Mandelson ficou sob escrutínio após surgirem novos documentos dos arquivos de Jeffrey Epstein, nos EUA. As informações apontam que Epstein forneceu dinheiro a Mandelson, além de relações próximas durante o governo de Gordon Brown.
Starmer pediu desculpas, nesta semana, pela forma como a nomeação foi conduzida, reconhecendo ter acreditado nas informações apresentadas. O premiê afirmou que o caso não altera a decisão de nomear Mandelson.
A oposição e parte da bancada trabalhista afirmam que o conteúdo dos arquivos pode reabrir o debate sobre a liderança de Starmer. Alguns parlamentares aguardam o teor dos documentos antes de avaliar pedidos de demissão.
Ministros preparam a entrega de comunicações eletrônicas com Mandelson. O governo afirmou que não houve acordo com a comissão de Inteligência sobre a liberação das informações, ao menos publicamente.
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