- Darin Smith, ex‑legislador estadual de Wyoming, foi indicado por Donald Trump para ser o procurador dos EUA no estado, posição governada pelo procurador federal sênior.
- A indicação recebeu avanço do comitê de Justiça do Senado em votação partidária em janeiro e aguarda votação no plenário.
- Críticos, principalmente democratas, afirmam que Smith não tem experiência criminal relevante e pode adotar uma abordagem discriminatória na aplicação da lei federal em Wyoming.
- Smith esteve fora do Capitólio durante a insurreição de 6 de janeiro, em 2021, e disse que não entrou no prédio; ele também expressou visões contrárias a direitos LGBTQ+ e a algumas políticas de inclusão.
- O caso ocorre em meio a acusações de uso da estrutura federal para reprimir adversários políticos, com outros procuradores nomeados por Trump já sob escrutínio público.
Darin Smith, ex-político de Wyoming, aguarda a confirmação do Senado para tornar-se o procurador federal chefe do estado. A nomeação foi feita por Donald Trump no ano passado e avançou na comissão judiciária em voto partidário.
A indicação é alvo de críticas de Democratas, que afirmam não ter experiência suficiente em litígio federal e temem abordagem discriminatória na aplicação da lei. Smith estava presente no perímetro do Capitólio no dia 6 de janeiro, mas nega ter entrado no prédio.
Em Wyoming, o caso ganha contornos partidários. Seguiu-se a confirmação por parte de uma delegação republicana do estado, com o senador John Barrasso defendendo a escolha como conservadora e adequada à prática jurídica local.
Contexto e críticas
Smith reconheceu, em questionários ao Senado, que nunca atuou como advogado em uma prisão ou julgamento de litígios civis, nem fez investigações formais ou pedidos de mandado em tribunais. Relatou ter atuado mais em assessoria, planejamento e atividades transacionais.
Entre 2018 e o início do mandato como procurador interino, Smith ocupou cargos no Family Research Council, grupo de orientação conservadora, que sustenta posições contrárias ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e à discriminação legal de minorias. Essas informações são usadas para sustentar críticas sobre posição e histórico.
Críticas adicionais vêm de defesa dos direitos LGBTQ+. Um representante da Human Rights Campaign apontou que Smith tem histórico de oposição a direitos civis relativos a LGBTQ+ e que isso é incompatível com a função de chefe de procuradoria federal em Wyoming.
Desambiguação de cenários
Smith argumenta que a presidência tem o poder de conceder perdões a indivíduos acusados de crimes federais, em linha com poderes constitucionais. Os interlocutores jurados reunidos pelo Senado analisam o conjunto de experiências do indicado, incluindo atuação em comissões estaduais.
O processo de confirmação ocorre em meio a discussões sobre o papel de procuradores estaduais na agenda federal. A banca republicana tem encerrado resorts de tempo para superar entraves, mas a data de votação plena não foi anunciada.
Desdobramentos futuros
A confirmação depende de votação no plenário do Senado, com o apoio da maioria republicana. A ausência de comentários públicos de Smith sobre parte da trajetória é observada por analistas políticos como indicativo de posicionamento ainda não revelado.
Autoridades locais e nacionais acompanham a tramitação com cautela, dada a importância da função para a aplicação de leis federais em Wyoming e as implicações de políticas públicas futuras no estado.
Entre na conversa da comunidade